FAR - Fundação Alter Real

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JK6Ô7
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FAR - Fundação Alter Real

#1 Mensagem por JK6Ô7 » quarta mai 05, 2010 12:39 am

Soube hoje que a gloriosa FAR (Fundação Alter Real), o organismo que tutela a Equinicultura Nacional, cuja direcção é composta por, Eng. Vítor Barros (homem de grande inteligência, ex-secretário de estadinho (ele é paqueno) de grande sabedoria e visão ligado à Companhia das Lezírias do Tejo e do Sado (ele é de S. Pedro Do Sul e ex-candidato à Câmara) sabedor em OMEGA 3, o novo Bruxo dos cavalos; Simplício, ex-presidente da Câmara de Portalegre, igualmente grande democrata e grande sabedor de cavalos, muito metido no mundo das Corridas de Cavalos; Drª Maria Leal Monteiro, antiga geógrafa, ex-directora da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, candidata à Câmara Municipal de Alter do Chão por 3 (três vezes), enquanto ela for candidata Alter está em Paz, presidenta das Assembleias Gerais da Valnor (Lixo e Seus Tratamentos) e da FAR; dra. Idalina Trindade, grande democrata, Ex-candidata à Câmara de Portalegre, ex-candidata à Câmara de Nisa, ex-deputada e actual brilhante directora da actual FAR,

Não têm dinheiro para pagar o papel higiénico, nem as cobrições do cavalo VIHESTE.

Oh Vítor Barros, Oh Simplício, Oh Idalina, Oh Dra.Leal Monteiro. EU QUERO IR PARA CANDIDATO. VIVA O TACHO VIVA Portugal

liandro
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Re: FAR - Fundação Alter Real

#2 Mensagem por liandro » quarta mai 05, 2010 2:32 pm

Penso que o grande problema da FAR é a luta de "galos" pelo poder, entre o Eng. Vítor Barros (apoiante do antigo Ministro da Agricultura) e a Dra Idalina Trindade (apoiada pelo actual Ministro da Agricultura).
Decorre uma auditoria às contas da FAR.

Quem paga é a Instituição FAR (sem dinheiro), os Trabalhadores (com ordenados ?) e o o cavalo LUSITANO (sem fiscalização e sem futuro...).

João Valenças
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Re: FAR - Fundação Alter Real

#3 Mensagem por João Valenças » domingo jun 27, 2010 1:34 am

2010-06-19Publico_FAR.jpg
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G.H.O.S.T.
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Re: FAR - Fundação Alter Real

#4 Mensagem por G.H.O.S.T. » domingo jun 27, 2010 5:10 am

Olá a todos,
Acho que há por ai um pequeno erro. Fui informado de que o presidente Sr Vítor Barros teria sido demitido durante a investigação as contas da FAR. Não foi nada publicado ainda no jornal mas poderá vir a ser proximamente.

João Valenças
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Re: FAR - Fundação Alter Real

#5 Mensagem por João Valenças » segunda jun 28, 2010 2:43 am

Encontrei também a versão online da notícia:
Jornal Público dia 19 de Junho de 2010 Escreveu:A Fundação Alter Real, responsável pela Coudelaria de Alter e pela Escola Portuguesa de Arte Equestre, está a ser alvo de uma auditoria desencadeada em Março pela Inspecção-Geral da Agricultura e Pescas, por ordem do ministro da Agricultura. Na origem da investigação estão denúncias de quadros da Coudelaria de Alter, em Alter do Chão, relativas a alegados actos de má gestão que terão causado elevados prejuízos à fundação.

Criada em 2007 por decreto governamental, a Fundação Alter Real (FAR) assumiu o património e as competências do Serviço Nacional Coudélico, um organismo que funcionava no âmbito do Ministério da Agricultura e foi então extinto. A presidência do seu conselho de administração é assegurada, por inerência, pelo presidente da Companhia das Lezírias, Vitor Barros, que exerceu as funções de secretário de Estado do Desenvolvimento Rural nos Governos de António Guterres e foi o candidato derrotado do PS às eleições de 2005 para a Câmara de São Pedro do Sul. Em Março deste ano, Rui Simplício, então assessor parlamentar do Partido Socialista, líder distrital do PS em Portalegre e antigo presidente da Câmara local, foi nomeado por proposta de Vítor Barros administrador-delegado da fundação.

Os inspectores do Ministério da Agricultura estão no terreno há dois meses e já ouviram os dirigentes e vários técnicos da instituição, incluindo o presidente Vítor Barros e a vogal da administração Maria Leal Monteiro, que dirigiu até há poucos meses à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo e foi, no ano passado, a candidata derrotada do PS à Câmara de Alter do Chão.

O director da Escola Portuguesa de Arte Equestre e os veterinários da Coudelaria de Alter também já prestaram declarações, o mesmo acontecendo com Idalina Trindade, a directora da coudelaria que mantém graves divergências com Vítor Barros, embora seja também um alto quadro do PS, e é apontada como uma das autoras das denúncias. Em 2008 e 2009 suspendeu funções na coudelaria para assumir, em regime de substituição, o lugar de deputada na Assembleia da República. Nas autárquicas de Outubro foi a candidata socialista derrotada à presidência da Câmara de Nisa.

A situação financeira da FAR, que vive quase exclusivamente das contribuições do Ministério da Agricultura (700.000 euros em 2010), tem-se deteriorado significativamente, acumulando-se as dívidas a fornecedores. Algumas das situações que determinaram a realização da auditoria prendem-se com ocorrências registadas no período em que Idalina Trindade (que não quis falar ao PÚBLICO) foi deputada. A fundação está actualmente envolvida num projecto que implica um investimento de 12,5 milhões de euros e que visa a construção de novas instalações para a Escola Portuguesa de Arte Equestre no antigo Regimento de Cavalaria 7, na Calçada da Ajuda, em Lisboa.

O presidente da Câmara de Alter do Chão, Joviano Vitorino (PSD), que pertence por inerência ao conselho geral da FAR, disse ao PÚBLICO que já manifestou ao ministro da Agricultura a sua preocupação com o que se passa na fundação e que aquele o informou da realização da auditoria.

A recente nomeação de Rui Simplício, a quem não é conhecido qualquer currículo na área da gestão ou da actividade central da fundação - que tem a ver com a criação e o negócio dos cavalos das raças Lusitana, Sorraia e Garrano -, tem sido vista como mais um passo na politização da fundação. "O que eu quero é que a coudelaria e a fundação corram da melhor maneira possível, porque são importantes para o concelho, mas politizar aquilo não me parece uma boa coisa", disse Joviano Vitorino, acrescentando que "a nomeação de Rui Simplício não lembra a ninguém".

Contactado pelo PÚBLICO há dias, Vítor Barros negou a existência de quaisquer denúncias e garantiu que a auditoria é uma "inspecção de rotina", decidida "por sorteio". Ontem à tarde, porém, o presidente da fundação confirmou as suas divergências com Idalina Trindade - relacionadas nomeadamente com o projecto da Ajuda, mas também com a nomeação de Rui Simplício - e admitiu a existência de denúncias da sua autoria.

"Ela é contra o projecto de Belém, mais aí ela não tem que se meter. É uma mera directora e tomara eu que ela tome conta da Coudelaria de Alter", afirmou, referindo-se a Idalina Trindade. O gabinete do ministro da Agricultura disse ontem que a auditoria deverá estar concluída no final deste mês.
No link: http://www.publico.pt/local-lisboa/jorn ... a-19650775

PSL
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Re: FAR - Fundação Alter Real

#6 Mensagem por PSL » terça jun 29, 2010 9:30 am

Notícia JN (29/06/2010) Escreveu:Presidente da Companhia das Lezírias afastado

00h13m
Por Nelson Morais

Vítor Barros terá sido demitido, na semana passada, das presidências da Companhia das Lezírias (CL) e da Fundação Alter Real. O seu provável sucessor, apurou o JN, será António João Coelho de Sousa, professor auxiliar do Departamento de Gestão da Universidade de Évora, ao qual pertence, também, o actual ministro da Agricultura, António Serrano.

O Ministério da Agricultura comunicou, através de um assessor, que a saída de Vítor Barros, antigo secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, foi decidida por via de acordo entre ele e António Serrano. E negou a relação daquele facto com a auditoria a que foi sujeita a Fundação Alter Real (FAR), cujas conclusões serão comunicadas à tutela esta semana, acrescentou.

As informações recolhidas pelo JN indicam que Vítor Barros não queria demitir-se e terá sido forçado a fazê-lo, na semana passada, não obstante a decisão só se oficializar na próxima assembleia-geral da CL, uma sociedade anónima composta de capitais exclusivamente públicos, que administra 19 mil hectares de terreno, onde se produz azeite, vinho, arroz, carne e cortiça.

O presidente da CL ocupa, por inerência, a presidência da FAR - autoridade equina nacional. E é a actos da FAR que se deverá a demissão de Barros. De resto, os outros administradores da CL devem manter-se em funções: Ana Teresa Caseiro, próxima de um anterior e de um actual membro dos governos de Sócrates; e Manuel Nogueira, maçon e quadro da Galp.

Ministério diz que "há solução"

A auditoria à FAR concluirá que esta não apresentou nem fechou as contas de 2007, 2008 e 2009. Também tem sido comentado, neste período de retracção do investimento público, o avanço da FAR com a construção de novas instalações para a Escola Portuguesa de Arte Equestre, no antigo Regimento de Cavalaria 7, em Lisboa. É um investimento superior a 10 milhões de euros.

Sobre o sucessor de Vítor Barros, a tutela limitou-se a adiantar que "há solução".
In: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia ... id=1605462

CR
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Re: FAR - Fundação Alter Real

#7 Mensagem por CR » segunda jul 05, 2010 9:13 am

Um à parte: Estive na Companhia da Lezírias e fiquei horrorizada com a situação deplorável dos poldros que se encontram no campo. Alguns poldros estão em pequenos grupos em paddocks. Os restantes, que se encontram no campo, estão esqueléticos, com umas barrigas de fome que fazem lembrar as crianças do Biafra, e estão cheios de ninhos de carraças. Será isto reflexo de alguma estratégia de contenção de custos ou é reflexo da crise de gestão que afecta a Companhia??

G.H.O.S.T.
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Re: FAR - Fundação Alter Real

#8 Mensagem por G.H.O.S.T. » segunda jul 05, 2010 10:17 pm

Caro CR.

E já experimentou perguntar o preço que eles continuam a pedir por esses esqueletos? Não pergunte para não ter nenhum problema cardíaco.

João Valenças
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Re: FAR - Fundação Alter Real

#9 Mensagem por João Valenças » terça jul 13, 2010 4:16 pm

Alter do Chão: Auditoria à Fundação Alter Real concluida sem detetar "irregularidade ou ilegalidade"- Ministério da Agricultura
Segunda, 05 Julho 2010 15:55
A Inspecção-Geral da Agricultura e Pescas não detetou "nenhuma irregularidade ou ilegalidade", durante a auditoria que efetuou à Fundação Alter Real, por alegados atos de má gestão, disse hoje fonte do Ministério da Agricultura.
Na última semana, o presidente da FAR, Vítor Barros, deixou a direção daquele organismo, mas, segundo o Ministério da Agricultura, mantém-se como presidente CL.
Fonte do Ministério da Agricultura explicou que "houve a necessidade de fazer um reajuste da estratégia e por entendimento entre o ministro da Agricultura, António Serrano e Vítor Barros, este deixou a presidência da FAR".
A mesma fonte garantiu ainda que a saída de Vítor Barros daquele organismo não estava relacionada com a auditoria que decorreu na FAR.
In: http://www.dianafm.com/index.php?option ... &Itemid=44

PSL
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Re: FAR - Fundação Alter Real

#10 Mensagem por PSL » terça jul 13, 2010 6:12 pm

Que estranho!!!

Parece uma cópia fiel desta maré negra que entrou no país a seguir ao 25 de Abril. Nunca ninguém é culpado e o dinheiro desaparece dos cofres do Estado Português a uma velocidade estonteante. Se é má gestão, se é o acaso, se é o que for, aparentemente ninguém sabe, nem quer saber!

O melhor é irem vendendo o património que o homem das botas pretas deixou, para pagar as dívidas. Digam o que disserem, ao menos a esse, ninguém o pode acusar de falta de seriedade. Afinal o homem foi um contra-senso... esteve no poder e morreu pobre. Porquê? Não era político!!!!

Será melhor constituírem uma comissão, para averiguar o trabalho da outra comissão.

Mas... o resultado é sempre o mesmo. Inconclusivo!!!

Não existe corrupção em Portugal, o dinheiro que desaparece é por arte de algum poder oculto, que existe para fazer a vida negra aos políticos portugueses. A maior vítima de todos os tempos é o coitado do Eng.º Sócrates.

Só neste Portugal… do faz de conta!

Não se esqueçam que a factura, essa será paga por todos os contribuintes, que vão ver um consecutivo aumento dos seus impostos, para alimentar o buraco negro da vida política portuguesa (incompetência; muita corrupção; e outros condimentos tais).

PSL
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Re: FAR - Fundação Alter Real

#11 Mensagem por PSL » segunda ago 02, 2010 9:43 am

Leiam a notícia que abaixo transcrevo!

Eis a face oculta de alguns dos gestores públicos do nosso Portugal da felicidade, neste caso integrada num projecto "inexequível", onde os custos e propriedade da obra são amendoins.

Neste caso, manteiga de amendoim para o projectista (Arq. Arsénio Raposo Cordeiro), que sai deste arrabalde com a carteira recheada de notas (400.000 Euros - preço de desconto a favor do Estado Português, em regime de pro bono).

Que postura tão distante daquela que Ramalho Eanes assumiu, quando entendeu devolver ao Estado Português, dinheiro de uma pensão legitima (1.300.000 euros), mas imoral.

Será que neste ambiente de recessão e de laxismo do “muito inteligente” Eng.º Vítor Barros, o Sr. Arq. Arsénio Cordeiro pondera reembolsar o Estado Português?

Como é que este projecto terá caído nas mãos do Sr. Arq. Arsénio Cordeiro? Será que houve concurso público?

Notícia de hoje (02/08/2010) do Jornal Público:
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Ministro da Agricultura suspende projecto aprovado pelo Governo para a zona de Belém
Por José António Cerejo

Construção do picadeiro da Escola Portuguesa de Arte Equestre foi declarada "inexequível". Frente Tejo ia começar a obra, mas não se sabia quanto custaria, nem sequer quem era o dono

Fundação surgiu "quase como um nado-morto"
350.000 euros

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O ministro da Agricultura mandou parar o processo de transferência da Escola Portuguesa de Arte Equestre (EPAE) do Palácio de Queluz para as novas instalações a construir na Calçada da Ajuda, em Belém. Num despacho datado de 24 de Junho, António Serrano considerou que o projecto do Picadeiro de Belém "não é exequível", sendo uma das principais razões que o levaram a demitir o presidente da Fundação Alter Real (FAR), Vítor Barros, na qual a EPAE está integrada desde 2007.

A construção do picadeiro e das instalações da escola estava prestes a iniciar-se, com o envolvimento da sociedade de capitais públicos Frente Tejo - que tem a seu cargo a gestão de um conjunto de intervenções de requalificação da frente ribeirinha de Lisboa -, da Parque Expo e da FAR, sem que fosse claro, segundo o próprio Vítor Barros, quem seria o dono da obra. A mudança da EPAE para Belém é falada há muitos anos, tendo chegado a estar prevista a sua instalação, para efeitos de exibição pública, no antigo Picadeiro Real, onde está sediado o Museu dos Coches. Esta ideia foi abandonada devido à fragilidade das estruturas do edifício.

A opção pelo espaço onde funcionou o antigo Regimento de Cavalaria 7, na Calçada da Ajuda, e onde ainda está o Corpo de Intervenção da PSP foi tomada pelo Conselho de Ministros, em 2008, através da resolução que aprovou as principais obras de requalificação da frente ribeirinha e atribuiu a sua gestão à Frente Tejo. O custo então estimado para o picadeiro foi de 7,2 milhões de euros, mas estudos posteriores e não definitivos apontaram para 12,5 milhões.

O projecto foi entretanto encomendado pela FAR e encontra-se em apreciação na Câmara de Lisboa. No final do mês passado a Frente Tejo estava a preparar-se para iniciar a execução das fundações, logo que a câmara o autorizasse, contando debitar posteriormente os custos à FAR.

Nessa altura, porém, a Inspecção-Geral do Ministério da Agricultura concluiu uma auditoria à FAR que atirou o projecto por água abaixo. Considerando que a fundação - criada pelo Governo para assumir as funções do antigo Serviço Nacional Coudélico - se encontra em graves dificuldade financeira e que o investimento no picadeiro "apresenta grandes incertezas", o inspector-geral, Pimenta Brás, concluiu que ele "só poderia ter alguma viabilidade se não existissem mais custos para a FAR".

No parecer do inspector-geral sobre o relatório final dos auditores faz-se notar que "seria muito verosímil, a prosseguir o projecto tal como está - com elevado grau de incerteza quanto à sua viabilidade financeira -, que a curto/médio prazo tivesse de ser o Orçamento do Estado a solucionar eventuais dificuldades". O documento lembra, aliás, que "no passado já a Parpública (empresa pública que gere as participações empresariais do Estado) teve de ajudar a minorar as dificuldades da FAR através de doação". Foi com base nas conclusões desta auditoria, mas também num estudo do seu gabinete, que o ministro da Agricultura decidiu que o projecto "não é exequível".

bebediabolico
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Re: FAR - Fundação Alter Real

#12 Mensagem por bebediabolico » segunda ago 02, 2010 2:53 pm

Boa tarde.

É triste, mas é verdade. De facto, é só ler-se a noticia de hoje do jornal PÚBLICO para perceber que as coisas não vão bem, mesmo nada bem, na FAR!

Mas apenas para alguns...
Olhe-se o caso do "idóneo" Arq. Raposo Cordeiro. Desta vez (como de resto, SEMPRE) teve mais de raposo que de cordeiro e não se deixou enganar!
Enche a pança com 400 000 euros e fica caladinho a rir-se, não vá alguém tirar-lhe este "coelhinho" da sua astuta boca!

E ainda dão crédito a gente desta!
E andam os nossos ILUSTRES JUIZES da raça a serem comandados por este tipo!

De facto seria interessante, que uma autoridade competente clarificasse como foi este projecto adjudicado.
Deixem-me adivinhar... por ajuste directo e sem qualquer concurso público!

Cps.

DCP
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Re: FAR - Fundação Alter Real

#13 Mensagem por DCP » segunda ago 02, 2010 3:07 pm


João Valenças
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Re: FAR - Fundação Alter Real

#14 Mensagem por João Valenças » segunda ago 02, 2010 7:07 pm

Obra custaria entre 7,2 e 12,5 milhões e o financiamento não estava assegurado
Ministro da Agricultura suspende projecto aprovado pelo Governo para a zona de Belém
02.08.2010 - 08:28 Por José António Cerejo

Construção do picadeiro da Escola Portuguesa de Arte Equestre foi declarada "inexequível". Frente Tejo ia começar a obra, mas não se sabia quanto custaria, nem sequer quem era o dono.

Escola Portuguesa de Arte Equestre está actualmente instalada nos jardins do Palácio Nacional de Queluz

O ministro da Agricultura mandou parar o processo de transferência da Escola Portuguesa de Arte Equestre (EPAE) do Palácio de Queluz para as novas instalações a construir na Calçada da Ajuda, em Belém. Num despacho datado de 24 de Junho, António Serrano considerou que o projecto do Picadeiro de Belém "não é exequível", sendo uma das principais razões que o levaram a demitir o presidente da Fundação Alter Real (FAR), Vítor Barros, na qual a EPAE está integrada desde 2007.

A construção do picadeiro e das instalações da escola estava prestes a iniciar-se, com o envolvimento da sociedade de capitais públicos Frente Tejo - que tem a seu cargo a gestão de um conjunto de intervenções de requalificação da frente ribeirinha de Lisboa -, da Parque Expo e da FAR, sem que fosse claro, segundo o próprio Vítor Barros, quem seria o dono da obra. A mudança da EPAE para Belém é falada há muitos anos, tendo chegado a estar prevista a sua instalação, para efeitos de exibição pública, no antigo Picadeiro Real, onde está sediado o Museu dos Coches. Esta ideia foi abandonada devido à fragilidade das estruturas do edifício.

A opção pelo espaço onde funcionou o antigo Regimento de Cavalaria 7, na Calçada da Ajuda, e onde ainda está o Corpo de Intervenção da PSP foi tomada pelo Conselho de Ministros, em 2008, através da resolução que aprovou as principais obras de requalificação da frente ribeirinha e atribuiu a sua gestão à Frente Tejo. O custo então estimado para o picadeiro foi de 7,2 milhões de euros, mas estudos posteriores e não definitivos apontaram para 12,5 milhões.

O projecto foi entretanto encomendado pela FAR e encontra-se em apreciação na Câmara de Lisboa. No final do mês passado a Frente Tejo estava a preparar-se para iniciar a execução das fundações, logo que a câmara o autorizasse, contando debitar posteriormente os custos à FAR.

Nessa altura, porém, a Inspecção-Geral do Ministério da Agricultura concluiu uma auditoria à FAR que atirou o projecto por água abaixo. Considerando que a fundação - criada pelo Governo para assumir as funções do antigo Serviço Nacional Coudélico - se encontra em graves dificuldade financeira e que o investimento no picadeiro "apresenta grandes incertezas", o inspector-geral, Pimenta Brás, concluiu que ele "só poderia ter alguma viabilidade se não existissem mais custos para a FAR".

No parecer do inspector-geral sobre o relatório final dos auditores faz-se notar que "seria muito verosímil, a prosseguir o projecto tal como está - com elevado grau de incerteza quanto à sua viabilidade financeira -, que a curto/médio prazo tivesse de ser o Orçamento do Estado a solucionar eventuais dificuldades". O documento lembra, aliás, que "no passado já a Parpública (empresa pública que gere as participações empresariais do Estado) teve de ajudar a minorar as dificuldades da FAR através de doação". Foi com base nas conclusões desta auditoria, mas também num estudo do seu gabinete, que o ministro da Agricultura decidiu que o projecto "não é exequível".

Fundação surgiu "quase como um nado-morto"

"Logo à nascença, a situação económico-financeira da FAR era preocupante", a fundação "era quase um nado-morto", lê-se no relatório da auditoria. A insuficiência do capital inicial poderá explicar parte das dificuldades actuais e do passivo, que totaliza 2,7 milhões de euros. Os auditores apontam no entanto falhas à gestão de Vítor Barros, que foi também afastado da presidência da Companhia das Lezírias. A inexistência de um manual de controlo interno, o facto de ainda não estarem fechadas as contas de 2007 e a deficiente comunicação entre a administração e o pessoal são alguns dos problemas referidos numa instituição cuja actividade corrente "não é financeiramente auto-sustentável a curto e médio prazo". O inspector-geral da Agricultura frisa o facto de a FAR ter 44 colaboradores, num total de 101, que "pertencem a prestadores de serviços" e trabalham em áreas fulcrais da fundação, o que poderá representar uma violação do Código do Trabalho.350.000 euros

"Apesar de todas as indefinições do projecto e da sua situação financeira, a FAR já assumiu responsabilidades bancárias no montante de 350.000 euros para aquisição de três imóveis a integrar no projecto" do picadeiro, dizem os auditores do Ministério da Agricultura. Num anexo ao relatório diz-se também que os honorários do arquitecto contratado pela FAR, Arsénio Cordeiro, rondam 400.000 euros, parte dos quais em regime pro bono. "Actualmente ninguém sabe, com rigor, a quanto poderão ascender os custos do picadeiro", dizem os inspectores.
Em http://www.publico.pt/local/noticia/min ... em-1449693

G.H.O.S.T.
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Re: FAR - Fundação Alter Real

#15 Mensagem por G.H.O.S.T. » segunda ago 02, 2010 8:31 pm

O Papa esta a ganhar muito. 400.000 euros??
Mas o Sr será o único arquitecto ao cimo da terra ou será que esta por dentro desta máfia toda?? Não acredito. Não existe gente chula nem máfia nenhuma em Portugal, nem na política e muito menos nos cavalos. Só há gente de honra e muita seriedade lol AHAHAH que gentinha...

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