Cavalgada X Cavalhada X Curiosidade

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Moderador: Filipe Graciosa

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Sergio Coutinho
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Cavalgada X Cavalhada X Curiosidade

#1 Mensagem por Sergio Coutinho » terça set 18, 2007 7:11 am

Cavalgada é o ato de andar a passeio com um cavalo, logo a Cavalhada mistura jogos, teatro, procissão com animais, e torneios realizados com participantes montados a cavalo. A Cavalhada veio para o Brasil com os portugueses, e tem significados diferenciados para algumas regiões brasileiras. O exemplo disso é que nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a Cavalhada é uma simulação de luta, ou seja, um teatro a cavalo. No entanto para os Nordestinos a Cavalhada se divide em três passos. Primeiro as pessoas montadas nos seus cavalos se dirigem até a Igreja da cidade, depois seguem para um jogo de argolas, lá todos ficam em fileira e tentam retirar a argola com uma lança. No final dos jogos todos regressam para a Igreja e acaba a Cavalhada com muita festa.
Toada Julho 2007.
ANDE A CAVALO

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João dee Deus
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#2 Mensagem por João dee Deus » terça set 18, 2007 5:59 pm

Sergio

Esta tua intervenção para mim foi fantastica e foca uma vertente que TENS AGORA QUE ´DESENVOLVER.....

Tens de fazer uma recolha de titulo de livros onde estejam descritas essas actuações que se prendem com cavalos e tradições levadas por nós para aí.

Recolhe enxertos,copia-os e põe aqui no forum.

Fotos tambem e principalmente.

Vai falando sobre isso que é importante.

saaudações
Continuo neste Fórum, agora com a intenção de ver se aprendo alguma coisa, mas com o teclado avariado... LOL...

Sofia e Sabre
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#3 Mensagem por Sofia e Sabre » quarta set 19, 2007 5:50 am

Sergio, o jogo da rosa tambem se faz ai?

Sergio Coutinho
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#4 Mensagem por Sergio Coutinho » quarta set 19, 2007 7:02 am

João, vou procurar mais informações, porem será um pouco mais devagar, pois o tempo é apertado mas vou conseguir.

Sofia e Sadre, que eu tenha conhecimento, não. Mas talvez com outro nome, descreva um pouco como funciona.

Obrigado, pelo retorno.

Saudações Mangalarguista
ANDE A CAVALO

Sergio Coutinho
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#5 Mensagem por Sergio Coutinho » sexta set 21, 2007 6:29 am

Caros forenses, vai ai um pouco mais da nossa historia , portuguesa e brasileira que se fundem numa só.


CAVALHADA

É a Cavalhada uma demontração da força do folclore mato-grossense, apesar de ser
difundida em outros estados brasileiros, foi trazida há séculos por imigrantes
europeus, permanecendo entre nós até os dias de hoje, sendo especialmente difundida na
cidade de Poconé, rica em cultos às tradições. É uma batalha simulada em que figuram
cavaleiros, representando mouros e cristãos, disputando a posse de uma princesa. Foi
trazida há séculos pelos imigrantes europeus, permanecendo no folclore mato-grossense,
principalmente em Poconé.
De acordo com Rubens de Mendonça, em seu Roteiro Histórico e Sentimental da Vila Real
do Bom Jesus de Cuiabá, a Cavalhada foi realizada pela primeira vez em 20 de julho de
1769, em Cuiabá, na comemoraçãopela chegada do Capitão-General e 3º Governador da
Capitania de Mato Grosso, Luís Pinto de Souza Coutinho. Foram três tardes de
Cavalhadas, em que participaram as pessoas da nobreza, provavelmente foram realizadas
no largo da Mandioca.

Em Mato Grosso, a representação da batalha campal costumava ser uma mistura da
lendária Guerra de Tróia com as lutas religiosas das Cruzadas, caracterizadas pelas
guerras entre mouros e cristãos. Após o término das festas religiosas do Divino,
formava-se um campo improvisado na forma de um retângulo, cujos lados maiores eram
tomados por grandes palanques para os espectadores, que tomavam o espaço todo. Dentro
do retângulo traçava-se uma circunferência com cal. O público que lotava o local era
formado por famílias que vinham em trajes elegantes, e pela massa popular que se
acomodava nas sombras formadas pelos palanques. Todos chegavam desde o início da tarde
da Cavalhada. Por fora da praça da batalha encontravam-se inúmeras tendas ou
botequins.

Uma banda musical dava o sinal do início do folguedo, executando uma composição
simples que se dizia o hino do Divino. Depois entravam os cavaleiros ao som de uma
marcha. Entre os cavaleiros encontravam-se os mais destros da sociedade, montados nos
mais belos espécimes de cavalos preparados com capricho.

A batalha se iniciava com o assalto ao castelo, feito de bambu e pano de algodão,
armado a um canto da praça, de lá se retirava a Princesa e o castelo era incendiado,
representando o rapto de Helena descrita na Ilíada. Do rapto de Helena passava-se, em
um salto de tempo, para a luta entre mouros e cristãos, que trocavam golpes de lanças,
espadas e disparos de pistolas, tornadas mais realistas através de quatro cabeças,
feitas de massa, espetadas em estacas simetricamente plantadas pelo terreno.

Ao ritmo de tambor e cornetas realizavam-se outros jogos, tais como os do limão, em
que dois cavaleiros disparavam em uma corrida na qual alvejavam-se com limões. Ao
final do evento ocorria a jogo da argolinha, que consistia em uma competição na qual
erguia-se na extremidade de uma raia, em linha reta, uma pequena argola presa por uma
corda no alto de um varal, que algumas vezes era de ouro ou prata; cada cavaleiro
devia tentar tirá-la, passando em disparada, com a ponta da lança, quem conseguisse
recebia como prêmio essa argola, mais valiosa ainda se fosse de ouro ou de prata.

A Cavalhada permaneceu por décadas esquecida, foi resgatada no final da década de
oitenta, principalmente em Poconé, Cáceres e Porto Espiridião, que retomaram a
tradição. Neste resgate da batalha simulada, permaneceu a luta entre os cavaleiros
mouros e cristãos que formam 12 pares, sendo 1 Mantenedor, 1 Embaixador e 10 soldados,
que usam como armas - na encenação da luta - lanças, espadas e pistolas. Os mouros
vestem-se de cetim encarnado e os cristãos de cetim azul, ambos usam chapéus com
plumas, capas de cetim e ricos ornamentos. Os cavalos também recebem um tratamento
especial, com fitas, cetim e flores de papel.

Os cavaleiros, tanto os mouros quantos os cristãos, possuem um auxiliar, são os
personagens chamados pajens, representados por crianças uniformizadas, que se
assemelham com os soldados. Outros personagens são os cavaleiros mascarados, que ficam
ao redor, e têm por função proteger os espectadores, os pajens e os cavaleiros,durante
o intervalo eles brincam no campo, imitando a batalha.

A exemplo do que ocorria no passado, diversos torneios, jogos e corridas são
realizados, ao ritmo de uma marcha executada por dois antigos participantes da
competição, cada um com uma caixa de percussão reproduzindo o som das patas dos
cavalos em movimento. Cada ponto marcado pelas equipes é comemorado ao som do
rasqueado, marchinhas de carnaval e outros ritmos que são tocados por uma banda
musical, além dos aplausos do público que se divide em torcidas pelos mouros e pelos
cristãos.

Ao final os cristãos são declarados vencedores, independentemente dos pontos obtidos,
e a bandeira de São Benedito, padroeiro da festa, é carregada pelos mantenedores mouro
e cristão, que percorrem o local da batalha exibindo-a ao público espectador. A paz
enfim é restabelecida, então o Hino do Divino Espírito Santo é tocado, sendo
reverenciado em silêncio por todos.
ANDE A CAVALO

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João dee Deus
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#6 Mensagem por João dee Deus » sexta set 21, 2007 8:45 pm

SERGIO COUTINHO

Espectacular.....com contribuições como esta este forum cresce um palmo.....

Os cavalos estão lá sempre e é esso o elo de ligação.

MANDA MAIS ...que este já copiei e arquivei.

saudações Marialvas.
Continuo neste Fórum, agora com a intenção de ver se aprendo alguma coisa, mas com o teclado avariado... LOL...

Sergio Coutinho
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cavalhada

#7 Mensagem por Sergio Coutinho » quarta set 26, 2007 6:50 am

Caros forenses, ai vai um pouco mais do folclore brasileiro, vindo de Portugal.



O poeta Ascenso Carneiro Gonçalves Ferreira nasceu no município de Palmares, zona da
mata de Pernambuco, em 09 de maio de 1895 e morreu em Recife em 05 de maio de 1965.
Filho único do comerciante Antônio Carneiro Torres e da professora Maria Luiza
Gonçalves Ferreira, ficou órfão aos 13 anos e muito cedo começou a se dedicar à
poesia. Em 1911 publicou seu primeiro soneto, Flor Fenecida, no jornal, A Notícia de
Palmares.

Poeta da primeira geração do modernismo, marcou época com a recitação dos seus poemas
tendo gravado, no ano de 1959, um álbum duplo de discos "64 Poemas Escolhidos e 3
Historietas Populares",primeiro escritor brasileiro a utilizar esse recurso para
divulgar a sua poesia, o que demonstra o quanto o poeta do chapéu era adiante do seu
tempo.

A cavalhada

Fitas e fitas...
Fitas e fitas...
Fitas e fitas...
Roxas,
verdes,
brancas,
azuis,

Alegria nervosa de bandeirinhas trêmulas!
Bandeirinhas de papel bulindo no vento!...
Foguetes do ar...
- "De ordem do Rei dos Cavaleiros,
a cavalhada vai começar!"
Fitas e fitas...
Fitas e fitas...
Fitas e fitas...
Roxas,
verdes,
brancas,
azuis...
- Lá vem Papa-Légua em toda carreira
e vem com os arreios luzindo no sol!
- Danou-se! Vai tirar a argolinha!
- Pra quem será?
- Lá vem Pé-de-Vento!
- Lá vem Tira-Teima!
- Lá vem Fura-Mundo!
- Lá vem Sarará!
- Passou lambendo!
- Se tivesse cabelo, tirava!...
- Andou beirando!...
- Tirou!!!
- Música, seu mestre!
- Foguetes, moleque!
- Palmas, negrada!
- Tiraram a argolinha!
- Foi Sarará!
Fitas e fitas...
Fitas e fitas...
Fitas e fitas...
Roxas,
verdes,
brancas,
azuis...
- Viva a cavalhada!
- Vivôô!!!
- "De ordem do Rei dos Cavaleiros,
a cavalhada vai terminar!"

http://inema.com.br/mat/idmat065132.htm
http://cavalhadasantoamaroesantiagodeco ... ?foto=5jeh


Obs: Estes sao endereços para facilitar a visualisaçao dos detalhes.
ANDE A CAVALO

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#8 Mensagem por João dee Deus » quarta set 26, 2007 8:08 am

Sergio Coutinho

Tanto tempo calado com tanta coisa para dizer......

Por vezes achamos que não sabemos nada e somos surpreendidos.....

Que bela sensação......

Estou a falar de ti mas podia ser de mim tambem.....

Saudações Mariavas
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