Cavaleiro Bernardo Moniz da Maia na Face Oculta

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Face Oculta
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Cavaleiro Bernardo Moniz da Maia na Face Oculta

#1 Mensagem por Face Oculta » segunda nov 22, 2010 6:06 pm

Jornal i Escreveu:Vara não é o dono da offshore do novo inquérito Face Oculta
Publicado em 17 de Novembro de 2010
Empresa que está no centro da nova investigação é do empresário Moniz da Maia
A Staywell, sociedade imobiliária que está no centro da mais recente investigação do Ministério Público (MP) a Armando Vara, pertence na realidade ao empresário Bernardo Moniz da Maia. O próprio advogado de Moniz da Maia é, aliás, presidente do respectivo conselho de administração.

O novo inquérito a Armando Vara, supostamente para investigação de crimes de branqueamento e fraude fiscal, procura apurar por que razão o ex-vice--presidente do BCP passou dois cheques a Conceição Leal, administradora do Banif, e aquela gestora acabou por pagar a mesma importância a uma empresa portuguesa cujas acções pertenceriam a uma sociedade offshore, também propriedade de Moniz da Maia, a única accionista da Staywell.

O i teve acesso a uma nota do advogado de Conceição Leal que a gestora entregou aos seus colegas na administração do Banif para que ficasse esclarecida a sua posição relativamente ao processo Face Oculta e à certidão a que o assunto deu lugar.

Advogado explica Paulo Sá e Cunha, que acompanhou Conceição Leal na sua deslocação à Polícia Judiciária quando a administradora do Banif foi ouvida como testemunha, ainda no âmbito do caso Face Oculta, explica toda a história na sua nota. Apesar das aparências, a história contada pelo advogado é relativamente simples.

Conceição Leal queria pôr à venda a sua casa no Alto do Lagoal, em Caxias. Armando Vara quando o soube disse logo que queria comprar-lha e por isso lhe entregou, em Maio de 2008, um cheque de 50 mil euros, como "pré-reserva".

Em Setembro do mesmo ano os dois fizeram um contrato promessa de compra e venda com permuta. Vara precisava de vender a sua antiga casa, no Estoril, que valia praticamente metade da moradia que queria comprar à administradora do Banif. Assim, os dois combinaram que Vara pagaria a casa parcialmente em dinheiro, dando em permuta a sua própria casa - que Conceição Leal não queria para si mas seria vendida. Valendo a casa do Alto do Lagoal 900 mil euros e a do Estoril 420 mil, os dois convencionaram que Vara pagaria a diferença: 480 mil euros.

Simultaneamente, Conceição Leal procurou uma nova casa, encontrando a de Bernardo Moniz da Maia, também em Caxias - casa que este tinha registada em nome da Staywell, uma sociedade imobiliária.

Vinculada pelo contrato promessa que assinara a fazer a escritura pública de compra e venda e a entregar a sua casa a Armando Vara em Março de 2009, a gestora fez um contrato promessa em que se comprometia a fazer a escritura de compra da sua futura casa na mesma altura, em Março de 2009.

Entretanto, porém, Armando Vara arranjara um comprador para a sua casa do Estoril, pelo que fizeram um aditamento ao contrato promessa, que passou a excluir a permuta.

Armando Vara pediu para prorrogar o contrato até Março de 2012 e, tendo recebido o dinheiro da venda da casa do Estoril, entregou a Conceição um reforço de sinal. Ao todo, Vara entregou-lhe quatro cheques no montante total de 500 mil euros. Conceição Leal entregou-lhe um cheque de 50 mil euros, correspondentes à devolução da reserva. A gestora fez a escritura de compra antes de vender a sua própria casa, a 16 de Março de 2009. Como tinha concordado adiar o negócio com Vara para 2012, arrendou a nova casa a uma embaixada estrangeira.

Armando Vara confirma o negócio mas prefere não se pronunciar sobre este novo inquérito do MP, lamentando apenas não ter sido ouvido sobre o assunto. "Bastava perguntarem--me e eu teria respondido", disse ontem ao i o antigo ex-vice-presidente do BCP.
In Jornal i http://www.ionline.pt/interior/index.ph ... Nota=88873

Face Oculta
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Re: Cavaleiro Bernardo Moniz da Maia na Face Oculta

#2 Mensagem por Face Oculta » segunda nov 22, 2010 6:08 pm

Jornal i Escreveu:Direito de resposta: Vara não adquiriu qualquer imóvel a Moniz da Maia nem à Staywell
Publicado em 17 de Novembro de 2010

No passado dia 17 de Novembro, o i publicou uma notícia intitulada “Vara não é dono da offshore do novo inquérito Face Oculta”, com o subtítulo “Empresa que está no centro da nova investigação é do empresário Moniz da Maia” e com chamada de capa sob o título “Offshore que vendeu casa a Vara é de Moniz da Maia” que, por ser falsa, errónea e conter uma série de imprecisões, induz em erro e impõe uma reposição da verdade. Se na chamada de capa é mencionado que a offshore que vendeu casa a Vara é de Moniz da Maia, no texto da peça publicada já se refere que “[…] Conceição Leal procurou uma nova casa, encontrando a de Bernardo Moniz da Maia, também em Caxias – casa que este tinha registada em nome da Staywell, uma sociedade imobiliária.” O título aposto na capa não corresponde ao teor da peça publicada e, para além de ser falso, demonstra o seu intuito meramente sensacionalista. Com efeito, a STAYWELL – Actividades Imobiliárias, S.A. (“Staywell”), nunca celebrou qualquer negócio ou contrato com o dr. Armando Vara. Acresce que a Staywell é uma empresa imobiliária – constituída como sociedade anónima e a funcionar ao abrigo do Direito português –, e não uma offshore como se refere no título, e desconhece, em absoluto, que seja objecto de qualquer investigação pelo Ministério Público, não tendo participado em nenhuma diligência no âmbito de investigação que esteja eventualmente a decorrer, em nítida oposição aos títulos expressos. Pelas razões expostas, é totalmente indevido o envolvimento da Staywell na notícia que V. Exas. divulgam e a utilização do nome do signatário (Bernardo Moniz da Maia), presidente do conselho de administração desta sociedade, bem como a ligação que a peça publicada estabelece com o dr. Armando Vara e o inquérito no âmbito do Processo Face Oculta. Em rigor, informa-se que, no âmbito da sua actividade, a Staywell alienou, por escritura pública de Março de 2009, um imóvel sito em Paço d’Arcos, à Dr.ª Conceição Leal, ignorando totalmente, por motivos óbvios e por não ter qualquer interesse nesse facto, a quem é que a sua compradora havia alienado ou negociado a sua anterior casa. Lamenta-se, profundamente, a publicação de notícias erróneas e com títulos que falseiam grosseiramente factos assentes em documentos públicos (escritura pública e registo de compra e venda) – e que nem sequer correspondem ao próprio conteúdo do desenvolvimento da notícia –, sem cuidar do cumprimento do disposto no artigo 3.o da Lei da Imprensa que obriga todos os jornalistas e empresas jornalísticas “... a salvaguardar o rigor e a objectividade da informação, a garantir os direitos ao bom nome...” sem prejuízo de se reservar o direito de, a título individual ou na qualidade de administrador da Staywell se vir a ressarcir de todos e quaisquer danos que a peça publicada causa à respectiva reputação e bom nome, o signatário vem solicitar a publicação da presente carta.

Bernardo Moniz da Maia
Presidente do conselho de administração da Staywell
In Jornal i http://www.ionline.pt/conteudo/89090-di ... --staywell

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