Formação - Turismo Equestre / TREC

Fórum da modalidade e de Turismo Equestre

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Formação - Turismo Equestre / TREC

#1 Mensagem por cervantes » quarta dez 14, 2005 7:23 pm

Caros amigos,

Aproveitando-me deste espaço vou tentar dar a conhecer alguns trabalhos ja realizados e utilizados nas acções de formação de TE/TREC, com a finalidade de levar o conhecimento da modalidade o mais longe possivel.

Turismo Equestre

Existem várias maneiras de praticar a equitação de exterior. O passeio ou randonnée é uma delas.
Alguns cavaleiros preferem um suave passo de passeio, durante o qual podem apreciar a paisagem, enquanto outros preferem a emoção de andar mais depressa, saltar um tronco de uma árvore caído no caminho, ultrapassar um riacho, etc.
O ritmo certo depende de muitos factores, incluindo a condição física, resistência do cavalo, tipo de solo e topografia do local por onde se vá. Por exemplo galopar sobre areia seca e fina é extremamente cansativo para o cavalo, este cansar-se-à obviamente menos em solo menos mole ou em solo pouco acidentado. É aconselhável evitar tanto quanto possível estradas pavimentadas, claro está que é impossível evita-las totalmente, mas nunca se deve permitir o galope em estradas deste tipo, limitando também o trote ao absolutamente necessário.

A regra mais importante para passeios a cavalo é nunca sobrecarregar demasiado o cavalo. Por sobrecarregar entende-se pedir-lhe demasiado ou algo para o qual este não se encontra preparado. Deve-se fazer regularmente mudanças de andamento, entre o passo, trote e galope, de forma a dar ao cavalo oportunidade de recuperar. Não esquecer o bem-estar da montada em todos os momentos do passeio.
De vez em quando o cavalo arqueia ligeiramente o dorso de modo a afastar a pernas para urinar. É melhor o cavaleiro parar e erguer-se nos estribos, inclinando a parte superior do corpo para a frente (posição ginástica de vertical-longe ou vertical-perto) de modo a aliviar a pressão no dorso do cavalo. Deste modo, poderá urinar mais facilmente.

Locais para andar a cavalo

Muitas áreas de campo aberto ou bosque não são de livre acesso a cavaleiros e cavalos. Mesmo quando é permitido andar a cavalo através dos campos, é de bom senso não pisar culturas nem danificar a vegetação.
A autorização para andar a cavalo é por vezes emitida pelos donos de grandes propriedades e empresas florestais. Estas autorizações são emitidas com a condição do cavaleiro andar apenas pelos caminhos, normalmente assinalados.
Quando se utiliza estradas públicas, tem de se respeitar o código da estrada e ter em consideração os outros utentes. Nunca se deve ultrapassar peões ou ciclistas a galope.
Sempre que se tiver de abrir uma cancela para continuar num trilho para cavaleiros ou na propriedade de outra pessoa, com a sua autorização, deve-se certificar de que esta fica bem fechada.
Quando o solo está húmido deve-se ter o cuidado de não danificar muito os campos e caminhos não pavimentados, nunca se deve andar a galope quando o piso se encontrar nestas condições.
Quando se cruzar com animais, deve-se seguir a passo e manter-se o mais afastado possível para evitar assustá-los. Outros cavalos num pasto podem ficar tão satisfeitos por ver outro cavalo a galopar que vão direitos a ele através de uma vedação ou sebe.

Enquanto se passeia a cavalo pelos campos, pode-se encontrar todo o tipo de obstáculos. Desde a ladeira íngreme que o cavalo tem de subir ou descer até passar um curso de água. Este ultimo deve ser sempre passado em ângulo com a corrente. Antes de atravessar um curso de água que não se conhece, deve-se verificar se o fundo não é mole ou movediço. Com águas profundas não assuma à primeira que todos os cavalos nadam, porque há cavalos que não o fazem e ficarão em grande perigo. Se o cavalo já mostrou que gosta da água e se decide nadar com ele, faça-o sempre com extrema precaução e evite situações que o possam assustar.

Regras na estrada

Muitos cavaleiros têm por vezes de caminhar, nem que seja por uma curta distancia, ao longo de uma estrada para alcançar campo aberto. Um cavalo com o seu cavaleiro é considerado tráfego e têm obrigatoriamente de respeitar o código da estrada.

• Os cavaleiros devem prestar atenção a todos os sinais de trânsito que se destinam aos utentes da estrada.
• Os cavalos devem caminhar do lado esquerdo, de frente para o sentido do trânsito quando circulam pelas bermas.
• Não são permitidos cavalos nas vias especiais para bicicletas e peões.
• Os cavaleiros devem ser portadores de uma luz branca visível à frente e uma luz vermelha atrás, a partir da meia hora depois do pôr-do-sol até à meia hora antes do nascer do sol. É também exigido que o façam quando a visibilidade é reduzida devido às condições climatéricas.
• Quando existir uma berma do lado direito da estrada mais larga do que do lado esquerdo, os cavalos devem circular pela berma do lado direito.

Quando exista a necessidade de circular de noite é importante seguir a máxima: “ver e ser visto”.
Além da lanterna frontal e da luz vermelha, deve-se usar um colete reflector e fitas reflectoras ao nível das quartelas do cavalo. Estas ajudas já provaram ser extremamente eficazes. Os outros utentes da estrada podem ver imediatamente o movimento dos membros do cavalo, mas por mais bem equipado que o cavaleiro e cavalo se apresentem, não se deve esquecer nunca que o condutor de uma viatura tem um ponto de vista diferente, podendo até ficar encadeados pelas luzes de outra viatura que circule em sentido contrario ou até pelo pôr-do-sol.

Vestuário confortável e um pouco largo é bom para dar um passeio a cavalo, as calças de montar e botas ou polainas são sempre aconselháveis. Os ténis não são de todo adequados pois não têm tacão e caindo do cavalo o pé poderá avançar e ficar preso no estribo. É sensato usar o toque de protecção.

Durante as viagens compridas, o cavalo precisa de descansar de vez em quando. Deve ficar abrigado do vento nesta altura para evitar resfriamentos, caso tal não seja possível, deve-se virar os quartos traseiros do cavalo para o lado do vento. A cauda oferece um pequeno abrigo ao corpo.
Em pausas bastante grandes deve-se retirar a sela, caso contrario basta aliviar a cilha. É boa ideia ter um cabeção de prisão por baixo da cabeçada para que esta possa ser retirada. Nunca se deve prender o cavalo pelas rédeas.



Cuidados especiais quando se deixa o cavalo beber água:

Demasiada agua ou água muito fria pode provocar cólicas ao cavalo.
Randonnées que demorem alguns dias requerem uma cuidadosa preparação. Terá de se levar tudo aquilo que se verifique necessário para o tempo que se encontrar fora. Se a bagagem for muita então o melhor é considerar a hipótese de se levar um outro cavalo, como cavalo de carga.

Regras de Etiqueta

Para reduzir o risco de acidente, existem regras para o comportamento dos cavaleiros, que devem ser seguidas. Essas regras existem para benefício da segurança dos próprios cavaleiros e também para evitar acidentes com qualquer outro cavaleiro que acompanhe ou se encontre no passeio.

• Nunca ande demasiado perto de outro cavalo. Muitos cavalos não suportam essa situação e podem dar coices.
• Se num grupo há um cavaleiro que desmonta, os outros devem parar e esperar até que ele volte a montar e até que se encontre pronto a continuar.
• Se está atrás de um cavaleiro ou cavaleiros que pretende ultrapassar, mude o andamento para passo e depois de assinalar a sua presença pergunte se pode passar. Os cavalos que vêm na direcção oposta devem também ser cruzados a passo. Se passa a trote ou a galope por um cavalo ou cavalos, há sempre a possibilidade de ele ou eles quererem juntar-se a si, já que são animais de manada.
• Quando se dirige um grupo de cavaleiros, deve-se olhar para trás frequentemente, para verificar se tudo vai bem.
• Se um grupo de cavaleiros tem de atravessar uma estrada, deve faze-lo passando todos juntos. Nunca deve passar um de cada vez, pois isso prejudica o trânsito, e um cavalo que tem de ficar à espera pode ficar assustado.
• Salve todas as pessoas por quem passa. Bom dia, boa tarde ou boa noite, são palavras que devem fazer parte do vocabulário do cavaleiro.


Cumprimentos cavaleiros,

Virgilio Cervantes

apoiado na
Bibliographie :

Encyclopédie des chevaux
Josée HERMSEN


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Carta Topografica

#2 Mensagem por cervantes » quinta dez 15, 2005 9:07 pm

Recebi hoje um e-mail de um jovem dos Arcos de Valdevez, empenhado na descoberta do TREC, colocando a questão: "afinal o que é a carta topografica que o pessoal do TREC tanto fala?"

Deixo a minha resposta neste forum, tornando-a publica, de forma a tentar esclarecer outros, que como ele, são novos nestas andanças.

Assim,

As cartas topográficas são a base de suporte de outras cartas e contêm dois tipos de informação: o traçado dos cursos de água e das estradas e caminhos, a localização dos bosques, edifícios, etc.; e o traçado do relevo. É este registo que as distingue dos mapas de estradas e lhes dá o qualificativo de cartas topográficas. As cartas topográficas têm uma finalidade essencialmente prática e devem permitir uma leitura clara e rápida de todos os elementos visíveis na paisagem, e possibilitar a medição precisa de ângulos, distâncias, desnivelamentos e superfícies. Para determinarmos as distâncias ou as superfícies representadas nas cartas topográficas, temos de recorrer à escala utilizada, isto é, à relação entre a distância medida na carta e a distância real medida no terreno.

As cartas topograficas que utilizamos em Portugal são na sua maioria trabalhadas e emitidas pelo Instituto Geografico do Exercito - também denominadas Cartas Militares.

Podem encontrar estas cartas em algumas (poucas) livrarias e/ou encomenda-las no site http://igeoe.shopping.sapo.pt/


Espero ter ajudado!

Cumprimentos cavaleiros,


Virgilio Cervantes

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Dicas para o CN

#3 Mensagem por cervantes » segunda mar 20, 2006 6:17 am

Caros amigos,
¨
Com o aproximar do inicio do CN tem chegado ao meu correio electronico algumas questões que passo a tentar esclarecer:

Sala das Cartas:

Depois da AC - Apresentação do Conjunto, o cavaleiro dirige-se à Sala das Cartas. Aqui vai-lhe ser entregue uma carta topografica "em branco", ou seja, sem qualquer traçado marcado. O concorrente senta-se numa mesa onde esta colocada a "carta-mãe", identica à que lhe foi entregue, mas com um determinado trajecto marcado. Tendo um limite de 20 minutos, o concorrente tem de copiar EXACTAMENTE o traçado apresentado na carta-mãe para a sua carta topografica. Aqui aconselho a utilização de uma caneta vermelha (escrita média) das utilizadas para escrever nos CDs, ja que se chover e o porta cartas não se mostrar estanque, o traçado não sofrerà qualquer alteração.
Apos a copia do traçado é conveniente que o concorrente faça algumas contas: Na sala de cartas esta obrigatoriamente marcada a velocidade para o 1° troço. De acordo com esta velocidade, o concorrente deve identificar na carta determinados pontos (Km a Km - normalmente) e escrever num Post-it que junta à carta, a hora de chegada a cada ponto. Desta forma o cavaleiro assegura a REGULARIEDADE no percurso. Dependendo do tipo de prova e escalão, o concorrente devera marcar na carta pontos correspondentes aos primeiros 10 kilometros P.EX. (com o auxilio de um curvimetro), ja que sera provavel que o 1° posto de Controlo se encontre até esta distancia.
Deve-se evitar ao copiar o traçado "esconder" informações importantes, tais como: bifurcações, caminhos de pé posto, cruzamento com linhas de agua, etc.
O concorrente deve utilizar no minimo 1 relogio e 1 cronometro, para controlar o tempo total e média troço a troço.
Depois de sair da sala das cartas o concorrente Não Pode Falar Com Ninguém e tem cinco minutos para iniciar a sua Prova de POR.

Assim (exemplo):

O concorrente

Entra na sala das cartas às 10:00h.
A velocidade para o 1° troço é de 6KM/H
Sai da sala das cartas às 10:20h
Inicia o seu percurso às 10:25h.
Completa o primeiro kilometro do percurso às 10:35h
Completa o segundo kilometro do percurso às 10:45h
Completa o terceiro kilometro do percurso às 10:45h
Etc.


Espero que estas dicas sejam uteis,

Virgilio Cervantes

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TREC

#4 Mensagem por João dee Deus » segunda mar 20, 2006 11:41 pm

Amgo e companheiro Cervantes

É esse o espirito do TREC.

Ensina-se...e quem tiver unhas que toque a viola.

Só assim vão aparecer campeões.

E vão... tenho a certeza.

Essa vai ser a grande diferença que vai trazer medalhas para a Lusitânea.

Agora falta-me ir à procura e mesmo saber o que é um curvímetro,....mas isso são pormenores.

Saudações Marialvas
Continuo neste Fórum, agora com a intenção de ver se aprendo alguma coisa, mas com o teclado avariado... LOL...

Mena
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#5 Mensagem por Mena » quinta mar 23, 2006 9:13 pm

Caros Amigos,
Acrescento ao que disse o Cervantes o seguinte:
Após a "cópia" do traçado é conveniente seccionar o percurso para que possamos ter a noção da relação média horária/distância:
Se é de 6 km/h sabemos que a temos de percorrer cada km em 10 minutos! - é bom fazer-se uma Tabela em que conste nas colunas as várias médias horárias possíveis (inclusive as "meias" - 7,5 km/h, p.ex.) e nas linhas as distâncias (50m, 100m, 500m, 1km, ...).
Esta divisão pode ser feita de duas maneiras:
1. Por distâncias - de km em km (mais usual) ou de 0,5 em 0,5 km
2. Por pontos de referência - «tenho que passar naquela casa às ...H...», «chego aquela biforcação às ...H...»
São algumas sugestões que cada um pode escolher e adaptar à sua maneira de "trabalhar"...

Um abraço e boas orientações,
Fernando Mena
Profissional de Turismo Equestre

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Peregrinação Equestre a Fatima

#6 Mensagem por cervantes » sábado mai 06, 2006 4:52 am

Amigos "Foristas",

Afinal a partida da peregrinação equestre do Porto a Fatima sera feita ja este domingo pelas 09:00h do Parque da Cidade do Porto.
De entre todos os possiveis percursos, escolhemos aquele que apesar de ser um pouco mais longo, oferece melhores pisos para os cavalos. A Nacional 1 ficou logo fora de questão, apesar de ser o caminho escolhido por 90% dos peregrinos (a pé). Estudamos o caminho do Norte de Santiago (ainda não se encontra totalmente marcado), mas com a ajuda do Centro Nacional de Cultura e do seu trabalho de levantamento ja realizado, até seria possivel cumprir. No entanto optamos por utilizar um percurso mais litoral, sem tanto asfalto e transito. Assim, sera quase um "caminho maritimo" para Fatima. O mar sera o nosso "guia".
Daqui deixo aberta a porta para a entrada de novos cavaleiros ao longo deste caminho, se tiverem disponibilidade e vontade, juntem-se a nos!

Vou tentar manter "o pessoal" informado dos acontecimentos ao longo da semana, pois na viatura de apoio segue o meu fiel amigo "portatil" e respectivo acesso 3G à Net! Se tal não acontecer... bem é porque a fadiga terà "falado mais alto". A ver vamos...

Cumprimentos Cavaleiros,


Virgilio Cervantes

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fatima

#7 Mensagem por João dee Deus » sábado mai 06, 2006 5:33 am

Cervantes

Desejo muitas felicidades ao vosso passeio,e a tal divulgação que pode permitir que se juntem mais cavaleiros dos locais por onde passam é essencial, e deverá esse programa ser destribuído nessas zonas de pernoita, com a respectiva antecedência.
Desculpe estas dicas,mas como nunca me importei que as pessoas que vão comigo no carro me ajudem a conduzir,às vezes chamando-me à atenção de coisas óbvias.....achei que poderia dizer isso.

sudações Marialvas
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Peregrinação Equestre a Fatima

#8 Mensagem por cervantes » domingo mai 14, 2006 6:11 am

Amigos Foristas:

A Peregrinação Equestre Porto-Fatima terminou! Tudo correu bem. Foi uma experiência inesquecivel. Os nossos trilhos passaram por: Porto - V N Gaia - Espinho - Furadouro - Ovar - Estarreja - Ilhavo - Mira - Tocha - Quiaios - Figueira da Foz - Guia - Barracão - Caranguejeira - Sta Catarina da Serra e finalmente... Fatima!!
Asfalto... apanhamos algum e tivemos de cruzar a Nacional 1 e a EN109: - complicado! Trânsito e camiões Q.B.!
Pelo caminho até fizemos novos amigos, gente de cavalos que nos acompanhou durante kilometros e outros que nos "obrigaram" a aceitar a sua hospitalidade! Para eles um grande "Bem hajam".
Durante esta "rando" especial, tivemos o acompanhamento da Televisão Publica, o que permitiu a divulgação do passeio a cavalo e do Turismo Equestre Nacional através da RTPN, RTPi, RTP1 e RTPAfrica, da mesma forma promovemos a "Peregrinação a Cavalo" que tem andado um pouco esquecida e considerada "demode", mas que também é uma forma de peregrinar. Este aliàs foi o "mote" e o "starter" da nossa proxima Peregrinação: S. Tiago de Compostela a partir da Invicta! Vamos so descansar uns "minutos" e depois começamos a trabalhar para a preparação desta peregrinação, que pretendemos vir a realizar no proximo ano.
Quero deixar um justo agradecimento especial à PSP de Fatima pelo acolhimento dos nossos cavalos nas suas instalações e a todos aqueles voluntarios espalhados pelos diversos postos de apoio ao peregrino (Cruz Vermelha, Ordem de Malta, Legião da Boa-Vontade...), por não nos deixarem (a nos e aos cavalos) passar sede e por tratarem tão carinhosamente das "pequenas maselas" que nos surgiram.

A Todos o nosso MUITO OBRIGADO

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peregfrinação

#9 Mensagem por João dee Deus » domingo mai 14, 2006 6:35 am

Amigo Cervantes

Ainda bem que tudo correu a gosto.O acolhimento que sentiram das pessoas é uma constante nas nossas gentes.O povo Lusitano é assim.

Cada vez mais admiro e respeito a sua determinação nos eventos que proporciona aos aficionados dos Cavalos.

Há um espirito Marialva subjacente.

Os meus sinceros desejos de muitas felicidades em tudo o que estiver para a frente.
O Cervantes merece.

saudações Marialvas
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A verdadeira Historia do TREC em Portugal

#10 Mensagem por cervantes » segunda mai 15, 2006 6:43 am

Amigos Foristas,

A paciência tem limites e a minha chegou ao fim no que diz respeito à actual palhaçada em que se tornou o TE/TREC Federado em Portugal.

Passo a explicar:

Em 2003 um grupo de Portugueses, dos quais eu fazia parte, apresentou-se no Centro Nacional de Turismo Equestre de Chalain - França, no sentido de frequentar um curso especial de Acompanhantes de Turismo Equestre com vista a posteriormente formarem os ATES Nacionais, (com base numa circular da FEP).

Fugindo ao que é normal, a este grupo de ATEs foi certificada a capacidade formativa, ja que na altura não havia no nosso Pais NINGUEM com capacidade formativa reconhecida pela FITE nas areas do Turismo Equestre e do TREC.

Chegados a Portugal, de papel passado, entusiasmados com o previsivel sucesso do TREC em Portugal, reuniram com a Direcção da FEP

Desta reunião, surgiu o mote para a criação da Comissão Técnica Nacional de TREC da FEP, a que presidi até finais de Setembro de 2004, ou seja, até à chegada do Campeonato do Mundo de TREC 2004.

De qualquer forma, durante a minha presidência, organizou-se o TREC de forma descentralizada, criando-se as CTRTRECs a nivel regional -Comissões Técnicas Regionais de TREC. Para presidir à Região Sul, CONVIDEI o Sr. Cor. Camacho Soares, actual Presidente da CTTE.

O Sr. Cor. Camacho Soares, foi um activo "militante" da causa do TREC, apesar de se encontrar fora do mundo do TURISMO EQUESTRE ~ Alpha e Omega do TREC.

Toda a formação do Sr. Cor. Camacho Soares nesta area, foi ministrada pelos ATES formados pela FFE, desde o curso de Juiz de TREC ao Curso de Monitor de TREC, nomeadamente por mim e pelo Eng° Fernando Mena, com excepção do Curso de Juiz Internacional de TREC realizado na Golegã e ministrado pelo Sr. Jacques Aquetain da FFE, que quer eu quer o Mena também frequentamos.

A minha indignação tem a ver com o actual estado de coisas, demasiado declaradamente centralizado e demasiado individualista, demasiado "puxa a sardinha para a minha brasa" a que o TREC Federado chegou.

Acabei de ler a maior barbaridade com relação ao TE/TREC de que tenho memoria:

Do Plano Oficial de Praticantes de TE/TREC da FEP:

3.2. NORMAS SOBRE AS CANDIDATURAS E RESPECTIVOS ACESSOS
a. Proponentes
Os candidatos devem ser propostos a exame de Sela por um Monitor ou Instrutor de Plena
Natureza, ou por um Acompanhante ou Guia de Turismo Equestre (ATE), sendo que para as
Selas 1,2, 3 e 4 bastará um ATE, para as Selas 5 e 6 é necessário um Monitor e para a Sela
7 é necessário um Guia de Turismo Equestre, ou um Instrutor de Plena Natureza.
b. Acessos
A Sela 4 de Plena Natureza é condição de acesso aos cursos de ATE – Acompanhantes de
Turismo Equestre, bem como à participação em provas oficiais de iniciação em TRECA
Sela 5 de Plena Natureza é condição para participação em provas de TREC a nivel
nacional ( campeonato nacional e taça de Portugal).
A Sela 6 de Plena Natureza é condição para admissão ao curso de monitores de plena
natureza.
A Sela 7 de Plena Natureza é condição necessária para a participação em provas
Internacionais de TREC, bem como para admissão aos cursos de Guias de Turismo
Equestre para quem já tiver o grau de ATE e ainda o curso de Instrutor de Plena Natureza.

(... fim de citação)

Caros Foristas, O Monitor de TREC so pode ser formado por um ATE (com o curso da FITE), pelo que "bastara um ATE" parece-me gozo!
Foi por isso que nos demos ao trabalho de ir a França tirar um curso. Os ATES formados em França continuam a ser equiparados a "GUIAS" para a formação profissional, são os unicos que obtiveram formação especifica da FITE para tal.
Assim, o Monitor de TREC... esta um degrau abaixo e NÃO TEM capacidade para formar Acompanhantes de Turismo Equestre. Esta é uma das competências daqueles que foram formados e certificados para tal.

Quanto à questão da sela 7... uma verdadeira anedota: - Quem vai fazer os exames de Sela 7? Quem tem competência para tal em Portugal? E os cavaleiros internacionais têm de ser detentores da sela 7 para representar Portugal? Que eu saiba so eu e o Eng° Mena é que nos demos ao trabalho de continuar a nossa formação em França e por tal somos os unicos a deter a Sela 7 de Plena Natureza em Portugal. So espero que não se "inventem" titulos e se passem diplomas "honoris causa" ou de conveniência e se passe por cima de todos aqueles que gastaram o seu tempo e dinheiro para se certificarem nesta area, a convite da Federação Equestre Portuguesa.

So tenho pena que alguns dos meus colegas andem a dormir!

e... andam, andam!


Virgilio Cervantes

P.S.: So espero que ACORDEM a tempo!

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trec

#11 Mensagem por João dee Deus » segunda mai 15, 2006 7:24 am

Crevantes

Também gostava de ler esse Plano,portanto diga-me onde o posso fazer.

saudações Marialvas
Continuo neste Fórum, agora com a intenção de ver se aprendo alguma coisa, mas com o teclado avariado... LOL...

luis pedro
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#12 Mensagem por luis pedro » segunda mai 15, 2006 9:45 am

Olá Cervantes,
Parece haver entre esse programa de formação que nos apresentou e o programa "geral" das Selas uma enorme semelhança (não tenho "á mão" o programa das Selas) se assim for estará de acordo com a formação de praticantes aprovado em Portugal. Já relativamente á formação de profissionais a FEP terá de ter o programa aprovado pela entidade que internacionalmente certifica os formadores de TREC.
Cumprimentos,
Luis Pedro

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#13 Mensagem por cervantes » terça mai 16, 2006 4:32 am

Amigo João de Deus,

Encontra o Programa Oficial de Praticantes de Plena Natureza no site da FEP em: http://www.fep.pt/Noticias/detalhe.asp?ID=1507

Amigo Luis Pedro,

A FITE formou formadores de Plena Natureza para Portugal, bem como formou formadores de juizes, a questão é que estes são actualmente IGNORADOS pela FEP em prol de centros privados, conforme facilmente se constata em alguma imprensa sectorial.

Para ja ainda não falo em "lobby", mas... não deve faltar muito!

Cumprimentos TRECeiros,

Virgilio Cervantes

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#14 Mensagem por cervantes » terça mai 16, 2006 4:43 am

P.s.

Amigo Luis Pedro,

A Sela 7 de Plena Natureza equivale à Sela 9 do Geral - Estribo de Ouro.
Na Equitação de PN a ordem é a seguinte:

Sela 1 a 5 - praticantes / concursistas
Sela 6 - Profissionais ATES
Sela 7 - Profissionais GUIAS

A Equitação de PN tem apenas 7 Selas e não 9 como o programa geram, pelo que o salto entre as ultimas selas é muito maior.
Eu e o Mena frequentamos o curso de GUIAS da FFE e ja concluimos a Sela 7 em 2005. De qualquer forma o Curso de Guias - Instrutor, não se faz em 15 dias (esta é a duração de uma randonnée probatoria apenas)!

Tem de se dar "o litro" e gastar muitos Euros, fazendo muitas viagens a França por ano, pois em Portugal não existem GUIAS nem INSTRUTORES credenciados pela FITE. Sera que agora os monitores vão formar GUIAS e INSTRUTORES? Bem juizes ja formam!

Cumprimentos TRECeiros

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TREC ---Modalidade para todos os cavaleiros

#15 Mensagem por João dee Deus » terça mai 16, 2006 5:58 am

Cervantes

Como sabe há já muito tempo que conduzo pelos campos que conheço perfeitamente,e só nesses,pessoas que me alugam Cavalos.
Estou a ter o cuidado de não usar os termos que já estão comprometidos com o TE.

Sem querer ofender nem desvalorizar,ao ler toda aquela literatura que me indicou,e tirando o que se tem de saber ao tirar as selas ditas convencionais,tudo o resto que se relaciona directamente com o campo, me parece passivel de um complemento e não uma nova instrução de raíz.
Lembrei-me do princípio de PETER em que se faz o elogio à importancia, pela dificuldade.Leia-se confusão.

É importante que o guia tenha segurança e bom senso no que faz através de um exame que se pode regulamentar.
Tão importante como isso,ou mais,é avaliar da qualidade dos Cavalos que andam ao serviço.
Os clientes não têm de ser forçosamente bons cavaleiros e por vezes nem sabem montar,e outras vezes nunca andaram a cavalo.
Será que as exigências de um bom guia passa pela negação a um cliente por este nunca ter andado a Cavalo.?

Valerá de pouco ter um guia credenciado a conduzir Cavalos coirões.

Esta é uma certeza, e não vi ainda ninguém preocupar-se com este facto.
Pelo menos a nível de troca de impressões.

saudações Marialvas
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