Qual o rumo do TREC em Portugal?

Fórum da modalidade e de Turismo Equestre

Moderadores: Filipe Graciosa, Mena, cervantes

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equivaldevez
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Qual o rumo do TREC em Portugal?

#1 Mensagem por equivaldevez » quinta jun 01, 2006 5:30 am

Boa Noite,

há algum tempo observo as diversas discussões neste forum, acerca do TREC em Portugal. Penso que existe muita gente com opinões válidas para definir o rumo do TREC.

Abro este novo tópico com a intuição e vontade de juntar o máximo de opinões e pessoas para tentar-mos levar o TREC num bom rumo.

Katja Santos

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João dee Deus
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trote

#2 Mensagem por João dee Deus » quinta jun 01, 2006 5:56 am

Katja

Bem vinda à troca de impressões sobre o TREC.

Terás as tua sopiniões,mas acima de tudo,tens já trabalho apresentado com a presença dos teus alunos nas provas de TREC.

O futuro está nessa rapaziada,o que temos de ter em conta nas nossa opiniões.
Mais do que os nossos interesses imediatos de adultos.

saudações Marialvas
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Futuro do TREC em Portugal

#3 Mensagem por cervantes » quinta jun 01, 2006 6:40 am

Mais uma vez concordo em pleno com o João de Deus.
Esta é a linha de acção que desde o primeiro minuto do TREC em Portugal defendi. Aliàs como a Katja sabe. Na "minha" escola de equitação pratica-se o TREC desde que este chegou a terras lusas. Seguindo um programa de formação de "Plena Natureza" -> TREC de formação, com tudo o que isso implica: desde estagios de orientação periodicos a Randos e provas de TREC. Este é o caminho!
Infelizmente, as perpectivas para os jovens cavaleiros, continuando o actual "estado" de coisas são infelizmente NENHUMAS, cada vez mais NENHUMAS. (Na perspectiva da competição).

Por tal, so existe na minha opinião um caminho: MUDAR O ACTUAL ESTADO DAS COISAS. Para melhor... claro esta!

Para ja fico-me por aqui, pois acerca deste importante assunto lançado pela Katja, muito teria para dizer. Mas tenho de me moderar nos meus pensamentos escritos aqui no forum, ja que alguns deles mais estão a parecer "monologos" e a minha intenção não é essa, pelo contrario é lançar o debate - que em determinados assuntos - o "ratio" leitura vs resposta, faz mais parecer que estou na China. La é que os "Bloguistas" e "Foristas" são presos e torturados pelo que escrevem. Pelo que, todos têm medo de dar a conhecer a sua opinião.

Tenho fé que isto também mude!

Parabéns Katja, Adriano e Carlos pelo v/trabalho em prol do TREC.

Cts TRECeiros,

Virgilio Cervantes

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TREC ---Modalidade para todos os cavaleiros

#4 Mensagem por João dee Deus » quinta jun 01, 2006 7:31 am

SÃO SEMPRE AS TRANSIÇÕES
.
No meu trabalho com Cavalos,é a base da aprendizagem.

O TREC não pode "cair de paraquedas",e muito pelo contrário terá de crescer com bases sólidas,quando nada existe.
Em França pôde cair assim porque foi sobre organizações de cavaleiros antigas que apenas se adaptaram,(alguns cavaleiros),à nova modalidade.
A regionalização associativa da prática desta disciplina,é a base do desenvolvimento do TREC,por estar mais perto da realidade hipica rural.
O que já acontecia em França.

Entre nós, até agora teem estado muito preocupados com a parte de cima da pirâmide,ou seja, a formação de formadores de formação de formandos formados por ......................
O trabalho de "sapa" de incentivação de novos cavaleiros,salvo raras excepções,está por fazer.A base de pirâmide.

Para participar no Trec não é preciso cursos, estágios, ou informações secretas de tácticas,como provei com a minha participação à Marialva,no nível mais alto nacional,ou seja o Campeonato Nacional de TREC,lendo apenas os regulamentos,e umas dicas daqui e dali.
É esta mensagem que é preciso passar,e a qual tomei como objectivo.


Vou fazer o que puder nesse sentido.

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luis pedro
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#5 Mensagem por luis pedro » quinta jun 01, 2006 8:07 am

Olá,
Não conheço bem a realidade do TREC, não é a minha área de actividade, no entanto já percebi pelo que leio aqui no forum e pelo que se ouve dizer "por aí" que a maior competição é mesmo para ver quem consegue "mandar" na modalidade. Parece-me que apesar da inevitabilidade das guerras pelo poder que sempre surgem, quem perde concerteza é o TREC e todos aqueles que por paixão aos cavalos e á natureza pensaram ter encontrado a modalidade perfeita.

A bem da modalidade entendam-se, (agora sem rodeios) não se entricheirem no Porto e em Constancia a atirar pedras uns aos outros. :oops:

Cumprimentos,
Luis Pedro

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trote

#6 Mensagem por João dee Deus » quinta jun 01, 2006 4:43 pm

Não há nada,pelo menos para mim,como ler de manhã o que escrevi na vespera.

NÃO SOU CONTRA A FORMAÇÃO DO QUE QUER QUE SEJA.

Para que quem depreendeu isso,e não estou a referir-me a ninguém e é apenas uma hipotese de ser comentado,fique desde já a saber.

É preciso atinar com duas coisas que se estão a misturar,creio eu.

O TREC é para o pessoal se divertir,o Turismo Equestre é para o pessoal ganhar dinheiro.Ponto final.

Ganhar dinheiro com o TREC,será legítimo,mas com uma troca por conhecimentos que não sendo essenciais para começar,como atrás referi,podem abreviar a chegada de resultados.Para quem tiver pressa... :wink:

Nesta ultima prova que fiz,tive uma nova sensação que foi de perder o percurso entrando ao contrário num posto de control o que inviabilizou desde logo toda a minha prova de POR.
Ninguém morreu por causa disso e reagi normalmente com calma e sossego pois tratava-se apenas de um divertimento interrompido pela minha distração ou má interpretação dos elementos naturais,porque fazê-lo eu sei.
Já aconteceu por incapacidade do Luso,e agora foi pela minha.
Isto é o TREC.

Exagerando o que quero dizer,o primeiro prémio ,(com a devida gravação de autentificação da FEP),devia ser uma pedra em bruto e de bazalto de 10 Kiloso segundo uma de cinco kilos e o terceiro uma de um kilo.
Com a particularidade de serem sempre as mesmas que passariam de mãos em mãos,consoante os resultados.

Dito isto...

A introdução à prátca do TREC,poderá ser feita de modo próprio ou com a ajuda de alguém experiente.

.Tendo os meios,Cavalo.transporte,e campo disponível,de modo proprio foi como eu fiz.

Não os tendo terão de se aproximar de uma estrutura que facilite esta situação.

Para a gente nova o que sugiro é o grupo.
Participar em grupo.
Várias cabeças a pensar sobre o mesmo preeenchem os vazios que uma só tem, por incapacidade de descerenimento continuo e aplicado.
E será um verdadeiro divertimento. :lol:

Não são precisos acompanhantes adultos que por vezes só estragam e que, ao absorver a responsabilidade da execução,os miudos se "encostam" comprometendo a eficiencia da propria aprendizagem.
Nunca fiz isto mas será o mesmo que acontece na saulas de Equitação.

Tirando da minha experiencia algum ensinamento,prevejo,que à imagem do que faço no picadeiro com os jovens em que fazem reprise desenhadas por mim ainda antes de terem andado a galope,poderão fazer provas de orientação simples,quase obvias,em percursos "limpos",quase dentro da localidade,por estradões largos,etc...

Depois..... é a técnica mais antiga do mundo.
O desmame.
Ou seja,retirar o obvio,e todas as facilidades.

saudações Marialvas
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Rumo do TREC

#7 Mensagem por cervantes » quinta jun 01, 2006 8:56 pm

Amigo João de Deus,

O TREC em França existe à mais de 40 anos, durante todo este tempo foram cometidos muitos erros e quando converso com amigos de lá a resposta que muitas vezes ouço inclui a palavra « deja vu ». Isto com relação à organização do TREC, à formação e ao próprio Turismo Equestre.
A meu ver, devemos conhecer os erros cometidos no passado (mesmo por outros), aprender com eles e acima de tudo: Não Os Repetir!

O TREC, simples à primeira vista, quando esmiuçado é deveras complicado de gerir:
Começando na organização de uma competição, mesmo regional que seja. A máquina humana necessária é grande, mesmo grande. São necessários bastantes juízes (mais de 12) conforme o nível de competição, é necessária uma boa célula informática, é necessário um corpo de voluntários também grande (desde o recolher das fichas de juízes até à distribuição do almoço aos juízes), é necessário um elemento coordenador “batido na experiência” capaz de gerir e encadear todas as “fases” da prova – o secretario, é necessário um director de pista e um traçador de POR, responsável por cada umas das provas – isto para que tudo corra bem, ou pelo menos para que sejam minimizadas as hipóteses de que algo venha a correr mal. No fundo, numa competição de TREC é obrigatório o “jogo de equipa”, a distribuição de tarefas, competências e responsabilidades. Tudo isto, na base do “gratuito”, pois de outra forma, o valor das inscrições seria de tal forma alto, que ninguém participaria num evento de TREC. No fundo, este “jogo” de equipa é que falta de uma forma geral em tudo o que envolve o TREC. Esta disciplina não sobrevive com monopólios e mono-cracias. Não se pode ser na mesma prova Presidente do Júri, vogal da Comissão de Recurso, Director de Pista e Traçador de PTV, secretario, stwerard… Da mesma forma que não se pode ser Treinador, Seleccionador, Professor, Presidente, Proprietário… tudo isto dentro do mesmo órgão. Assim as coisas não funcionam nem NUNCA VÃO FUNCIONAR.

Da mesma forma, concordo com o João, o TREC só sobrevive na “regionalização”. Até já esteve “regionalizado”, foi assim que foi implementado em Portugal, mas a perspectiva do centralismo, enfim, sobrepôs-se.

Depois de muitas “cabeçadas” pode ser que finalmente comecem a aprender com os ERROS DO PASSADO!

Cts TRECeiros

Virgílio Cervantes

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TREC ---Modalidade para todos os cavaleiros

#8 Mensagem por João dee Deus » quinta jun 01, 2006 9:46 pm

Cervantes

Serviu o seu post,e servrem os demais que forem feitos nesse sentido,para que os foristas fiquem por dentro de pormenores que de outro modo nunca saberiam.

Tenho visto na TV, provas de orientação pedestre,que usam um sistema que desconheço como funciona,mas que controlando os concorrentes que passam,prescindem de presença humana.
Será isto possivel no TREC.?

Mais...os juizes de PTV,deveriam usar uma pauta que tivesse uma cópia,tipo quimico, que ficaria em seu poder depois de entregarem o original à organização.
Essas cópias depois de todas juntas,poderiam ser consultadas pelos concorrentes.

Os percursos PTV dispostos no terreno de tal maneira que um só juiz pudesse controlar duas ou três dificuldades.

As apreciações dos juizes,da maneira que estão aceites internacionalmente,são um pouco subjectivas no que toca a apreciações de estilo,sabendo nós que em outras modalidades Equestres (saltos) essa apreciação foi substituida pela eficiencia.

Os requesitos internacionais também são criticáveis.

A obrigação de andar carregado com um equipamento de emergência,não faz sentido algum.Tenham paciencia.
Já aqui disse que quando falei nisso aqui a um amigo que ignora todas estas andanças,ele respondeu ingénuamente para fazer-mos um seguro de vagem... :lol: :lol:
Hoje em dia com telemoveis,Gps,jeeps,atrelados,elicopteros,,,tenham dó. 8)

saudações Marialvas
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TREC a competição.

#9 Mensagem por cervantes » quinta jun 01, 2006 10:57 pm

Amigo João de Deus,

Coloca aqui questões importantes, às quais vou tentar responder o melhor que souber.
Em primeiro lugar, devemos observar a particularidade do TREC: modalidade de competição que “nasce” de uma modalidade de lazer: o passeio a cavalo, randonnée ou TE.
Depois, não devemos confundir a “particular” orientação aqui praticada com a de modalidades como a orientação pedestre ou em BTT. Nestas modalidades são colocadas “balizas” em determinado pontos assinalados na carta topografia, devendo o concorrente dirigir-se e marcar estes pontos, seguindo o trajecto que entender, mesmo fazendo “corta-mato”, pois a rapidez também conta. No TREC o POR – Percurso de Orientação e Regularidade obriga o concorrente a seguir um trajecto imposto pela organização e a uma determinada velocidade (regularidade), por um lado para salvaguardar a propriedade privada e por outro para não transformar esta “fase” numa corrida. Assim é impossível a substituição dos Juízes por balizas. Acrescento que para assegurar a eficaz utilização e gestão do esforço do cavalo, os concorrentes são obrigados a parar em cada posto de controlo no mínimo 5 minutos. Sem um controlador, isto seria difícil se não fosse impossível, da mesma forma a verificação do “caminho correcto” seria impossível.
Quanto à ideia destes juízes utilizarem um papel auto-copiativo que estaria ao dispor dos concorrentes para consulta, finda a prova, até poderia ser utilizada, mas não me parece absolutamente necessária a não ser que a organização da prova não mereça a confiança do concorrente, mas nesse caso, o concorrente nem participa. Pelo menos é o que eu faria. :lol:
Os resultados são (ou devem ser) sempre comunicados aos participantes através da sua publicação no placard oficial. No caso do POR a célula informática utilizada pela ANTREC fá-lo da seguinte forma: Hora de saída: 10:00 Hora de Chegada ao 1° Posto de Controlo: 10:10 Velocidade imposta: 6 Km/h Tempo Realizado: 00:10 Penalização por tempo: 0 e assim sucessivamente. Depois, à pontuação obtida são acrescentadas as restantes penalizações: chegada por caminho diferente por exemplo.

Quanto ao PTV – Percurso em Terreno Variado, a sua avaliação não é tão subjectiva como isso. O concorrente no início do seu percurso celebra “um contrato” que o obriga a passar todas as dificuldades apresentadas. O cumprimento deste contrato chama-se Eficácia. Esta é pontuada em 7 valores, sendo que a 1ª falta implica a obtenção de 4 valores, a 2ª apenas de 1 Valor e a 3ª falta implica o incumprimento do contrato para essa dificuldade, ou seja 0 valores. A esta pontuação acresce aquela que realmente é subjectiva: O estilo. O juiz aqui deve aplicar o mesmo critério com todos os concorrentes, caso contrario estará a beneficiar uns e a prejudicar outros. Se o Juiz é “exigente” no seu critério de avaliação, deve sê-lo com Todos os concorrentes.
Assim, se tudo correr bem, podemos chegar aos 10 pontos na dificuldade. Se tudo correr bem, pois a estes valores acresce ainda a pontuação (negativa) da penalização, de acordo com dificuldade pode ser: brutalidade: -3, transposição perigosa: -3, Queda: -10 (etc.)

Para se julgar criteriosamente cada uma das dificuldades é necessário um juiz para cada uma delas, nas provas internacionais, utiliza-se dois juízes para cada dificuldade e a nota apresentada é o resultado de ambas as opiniões. Claro que para uma prova “a la garder” basta um juiz para 3 ou 4 dificuldades, desde que as veja…

Quanto ao carregar o equipamento, não acho necessário mas sim fundamental. Já concorri num evento internacional em que me saiu a ferradura por 3 vezes! O ferrador não vai atrás de um concorrente durante 50Km. O Randoneur deve estar preparado e dispor do material mínimo para resolver qualquer uma destas questões: primeiros socorros veterinários, primeiros socorros humanos, desempanagem na ferração e preparado também para a eventualidade da “chegada” da noite no meio de qualquer floresta.

A utilização de meios electrónicos de localização não é permitida. Apenas a carta e bússola. São as regras do TREC.

Tudo isto que referi e mais que não referi por falta neste momento de tempo, faz parte da formação de um cavaleiro de TREC, por isso existe um programa de formação e respectivos exames de sela de plena natureza. Bastante diferente e mais abrangente (devido à especificidade da disciplina) que o programa de selas clássico.

Neste ponto discordo do meu amigo João, deve ser obrigatória em todas as provas de TREC a apresentação do diverso material necessário a um dia de “randonnée” e acredite é mais utilizado do que pode parecer à primeira vista.

Cts TRECeiros,

Virgílio Cervantes.

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#10 Mensagem por João dee Deus » quinta jun 01, 2006 11:19 pm

Cervantes


De electrónica percebo eu.
É perfeitamente possivel um aparelhpo que controle a chegada e a saída,só não sendo possivel a inspecção às condições fisicas do conjunto,mas isso pode ser feito em qualquer parte do percurso como está estabelecido.O caminho correcto só pode ser avaliado pelo juiz nos metros mais proximos não impedindo um corta mato fora da vista.

Se já lhe aconteceu perder uma ferradura e conseguiu resolver e prosseguir,esteve em nítida vantagem sobre uma senhora que nem terá força para segurar a perna de um Cavalo.

Acerca dos duplidados,o mesmo argumento serve as duas partes,e se as organisações estão acima de qualquer suspeita,não temerão esta alteração.

É frequente a situação mais critica que é a violencia sobre o cavalo.
A subjectividade é latente.

Quando me referi às possibilidades electronicas de localização era em relação à substituição e como resolução,da "embalagem" de emergência.

No meu espirito de TEC ,se tiver um azar desses ...venho-me embora.....pura e simplesmente..... nas calmas.
Estará aqui a diferença que justifica este meu parecer.

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#11 Mensagem por João dee Deus » quinta jun 01, 2006 11:29 pm

Cervantes

Peço imensa desculpa de a minha resposta ir em jeito de telegrama.

É imperdoável e só consigo justificar pela vontade de ser explicito e tornar fácil a leitura dos foristas que nos estão a ler.

A minha consideração por si impunha esta explicação.

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#12 Mensagem por cervantes » quinta jun 01, 2006 11:51 pm

Como sempre o João consegue « olhar » para um objecto, de um ângulo diferente do meu e reparar em pontos que à primeira vista me aparecem despercebidos. Esta é a vantagem do diálogo e da troca de opiniões e vivências.
Contudo, relativamente à utilização de meios electrónicos no POR, mesmo que tecnicamente se apresente uma solução praticável, temos de nos lembrar de outros factores “condicionantes”. Por vezes as CO de eventos de TREC não conseguem reunir sequer o dinheiro suficiente para pagar o almoço dos juízes, quanto mais para adquirir equipamentos que envolvem foto e radiotecnologia integrada? Para garantir que o cavaleiro seguia sempre o caminho estabelecido, então vou mais longe: Cada cavaleiro levava consigo uma “pulseira electrónica” com link statelite e posterior sobreposição à carta por via GPS.
Este tipo de aplicações não me parecem praticas no TREC, também tirávamos o “prazer de participação” aos juízes, pois o TREC não é só para os concorrentes.
Esta modalidade é mesmo assim. Como o futebol… Para que é que andam 22 tipos atrás de uma bola? Cada qual podia ter a sua! Mas o jogo é mesmo assim.

Relativamente à senhora que não tem força para segurar no membro do cavalo, então utiliza uma “easy boot” e segue o seu caminho.

A subjectividade faz parte do espírito humano. Deve continuar a existir. Não devemos é confundir subjectividade com “má avaliação” ou “falta de seriedade na avaliação”.
Em muitas competições a subjectividade do juiz vale 80% ou mais (como em determinadas ginásticas), aqui no TREC vale no máximo 30% (por dificuldade), o que a meu ver, mesmo sendo um péssimo juiz (ou que não vá coma nossa cara) que se nos depare, não é significativo. O problema é se apanhamos 16 juízes que não vão com a nossa cara! Ah Ah Ah!!!!!

A desempanagem no TREC faz parte da competição é uma das suas particularidades e um dos factores que a distingue das outras modalidades, esta associada à pratica de equitação de exterior.

Termino com a questão dos duplicados, penso que as CO não se deveriam importar com a aplicação desta medida, no fundo e pensando melhor, até poderia evitar “certos erros”.

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TREC ---Modalidade para todos os cavaleiros

#13 Mensagem por João dee Deus » sexta jun 02, 2006 12:10 am

Cervantes

No TREC uso uma easy boot.

Na prática precisei dela e tive muita dificuldade em que ela se aguentasse no sitio,não prescindindo se segurar no pé do Cavalo.
Fiz a viagem sempre a olhar para trás,com a respectiva dor de pescoço.
Ponho sempre o caso estremo de uma senhora.Elas que me desculpem,mas um turcicolo não vem a calhar a ninguém.

Realmente se tirar-mos partido da subjectividade dos livres e dos penaltis usando-os como complemento da prova,estará tudo bem.

Tenho a dizer que já fiz bons amigos nos juizes,e não quero prescindir da companhia deles nos copos que intercalam as provas.

Não se tire daqui conclusões erradas. 8) :lol:

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Mena
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#14 Mensagem por Mena » sexta jun 02, 2006 2:53 am

Olá amigos,
Bem vinda, Katja!
Meus senhores, o que a Katja queria era que discutíssemos o que fazer para trazer mais gente para a prática do TE e do TREC! Estas discussões filosóficas e "complicativas" só afastam as pessoas.
O TREC é uma modalidade muito simples - é a "tradução" da realidade de um QUALQUER PASSEIO A CAVALO
Se eu ao passear a cavalo num local desconhecido levo uma carta para me orientar, certo?!
Num qualquer passeio se encontrar um riacho, vou atravessá-lo?!
Se estiver um tronco caído no caminho, vou ter todo o prazer em saltá-lo?!
Se à saída da minha propriedade tenho uma cancela, por que não abri-la montado no cavalo?!
Vou ter que subir e descer?!...
Ou seja, há que desmistificar o TREC que, realmente, é uma competição, mas os praticantes de TE fazem TREC "a brincar" em qualquer passeio "de fim-de-semana".
As SELAS DE PLENA NATUREZA foram criadas para formar os cavalos e os cavaleiros praticantes de TE e TREC, como tal devem ser implementadas e incentivadas!!!
Em relação ao material de "segurança" é imprescindível!!! Podemos ter a felicidade de andar um ano inteiro sem o utilizar (cuidado com os medicamentos fora de prazo), mas quando ele é necessário dá um gosto enorme tê-lo À MÃO!!!
Vamos angariar praticantes!!!! Só tem graça com gente a participar!!!

Um abraço,
Fernando Mena
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luis pedro
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#15 Mensagem por luis pedro » sexta jun 02, 2006 6:26 am

Olá João,
Parece-me estranhissimo que desconheça a quantidade de tratadoras profissionais que existem e que um cavaleiro(a) para se inscrever na Federação como praticante/concursista de uma qualquer modalidade tem de apresentar diploma da Sela 4 o que pressupõem saber limpar correctamente os cascos e por conseguinte levantar os pés e mãos do cavalo.
Cumprimentos,
Luis Pedro

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