Holstein

Fórum de Outras Raças

Moderador: Filipe Graciosa

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DB
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Holstein

#1 Mensagem por DB » sexta ago 04, 2006 1:27 pm

Holstein é mais uma raça alemã (German warmblood), que teve transformações consideraveis na sua historia.
A raça obteve o seu nome atraves da area de Schleswig_Holstein( [url]http://pt.wikipedia.org/wiki/Schleswig-Holstein), Alemanha de onde foi originaria e onde se acredita de uma forma geral que se deu o seu inicio no sec. XIII. Ha registos documentados da sua existencia datados de 1285.

Foram usados na agricultura, cavalaria nomeadamente pra puxar artilharia pesada; tendo tambem sido utilizados durante o sec.XVII como cavlos de atrelagem embora fossem ainda grosseiros na sua aparencia.

Durante o sec. XIX existiu uma "infusao" de "Thoroughbreed blood" para melhorar a sua conformaçao e velocidade assim como tambem de Yorkshire Coach Horse blood, com o qual lhe foi creditado o seu excelente temperamento e acçao larga.

Apos a 2ª Guerra Mundial voltou-se a juntar novamente mais sangue Thoroughbreed e o Holstein tornou-se mais refinado e mais apropriado para cavalo de desporto, mais propriamente competiçao.

Eles têm um temperamento suberbo que os fazem ser muitos faceis longitudinalmente,sendo bastantes versateis, tornaram-se muitos talentosos tanto na Dressage como nos Obstaculos, que fez com que sejam cavalos muito populares na competiçao no mundo inteiro.

Sao excepcionalmente atleticos e ha um numero enorme " top show jumping horses in the world" .

Na sua aparencia sao agradavelmente proporcionais,com uma cabeça forte e com uma obvia influencia de Thoroughbed, com um pescoço musculado e elegante. Devem ser largos e profundo no peito, com ombros inclinados permitindo a liberdade de movimentos, a sua parte de tras é longa e recta, as pernas curtas e fortes.

Nao podem ter nenhuma cor solida, normalmente castanhos pezenhos e ruços.


Notas: Ora muito bem, esta foi a descriçao que tentei fazer da raça, mediante o que tenho em literatura e pesquisa na net, espero que tenha informado com rigor e correctamente.




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João dee Deus
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sela

#2 Mensagem por João dee Deus » sexta ago 04, 2006 5:19 pm

DB


Foi uma boa descrição e todas estas achegas ao real são muito úteis para a nossa cultura geral sobre estes assuntos,e só por isso valem a pena.

O que eu tenho observado nestas e outras descrições de "raças novas",ou destes "novos Cavalos",é que tudo ou quase tudo aconteceu ou se despoletou depois da ultima grande guerra.

Dos cavalos para a guerra antes dos tanques, que tinham de ser fortes e pesados, para o desporto depois da dita guerra,andou sempre a influencia do sangue Inglês,o dito PSI, para que continuando com o mesmo tamanho que tinham, diminuir o peso,dando ligeireza e maneabilidade.
Donde posso concluir que estando o Árabe que é um Cavalo pequeno, por detrás do PSI que sendo mais antiga também considero raça nova,estes atributos do tamanho mantiveram-se ns cruzamentos com os enormes Cavalos Alemães ,Franceses e até nordicos.
Estas novas raças,perdendo a conformação fisica do Árabe,mantiveram parte das caracteristicas básicas necessárias para o desporto, da ligeireza,coragem e auto confiança do sangue quente dos Árabes.
Donde se pode concluir que os genes "animicos" terão mais força que os fisicos pois ainda se manteem depois de tantos cruzamentos.
Quando se vê estas novas raças a galopar já no fim de uma prova de completo,dificilmente se imagina o antecessor ainda recente, a arrastar pachorrentamente um tronco de uma grande árvore pela floresta.

Estas considerações que podem ser consideradas como banais pelos letrados,teem de também por eles ser admitidas como válidas porque estamos num Forum,e disso não nos podemos nunca esquecer.

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luis pedro
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#3 Mensagem por luis pedro » sábado ago 05, 2006 9:49 am

Olá,
Obrigado ao DB por esta descrição sobre uma das "marcas" da moda.
Só uma achega: Os "ombros inclinados" diz-se na gíria equestre "espáduas inclinadas" e "pernas curtas" corresponde na gíria a "curvilhões baixos" ou "canelas curtas".

É curiosa e pertinente a ligação que o João faz relativamente á introdução de "sangue", nos cavalos do centro e norte da europa, com vista ao aligeiramento e á melhoria do desempenho desportivo, só não percebi muito bem porquê misturar o árabe, aquilo que mais interessa são as caracteristicas do PSI já que este apesar de derivar do árabe tem valencias muito diferentes e estas sim,muito importantes e uteis no melhoramento dos cavalos de desporto.

Luis Pedro

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holstain

#4 Mensagem por João dee Deus » sábado ago 05, 2006 9:22 pm

Luis

Pois é por aí que eu ainda consigo destinguir essas raças nova porque os curvilhões e joelhos baixos em relação ao corpo revela o tal recente conflito genético provocado pelo Homem.
As fotos e desenhos que tenho visto do PSI de antigamente,também tinham os joelhos e curvilhões mais baixos que teem hoje, e já teriam "recuperado" genéticamente as devidas proporsões,por ser um cruzamento com algum tempo,o que não se verifica ainda nessas novas raças.
Ainda tenho uma duvida levantada por uma sugestão num artigo americano que li uma vez,em que o proprio Irlandês era total ou em parte um Argentino.
Já procurei alguma referencia em desenho do Irlandes de antes de 1500,mas ainda não encontrei nada para poder comparar com o de hoje.
O cavalo das pampas só lá poderia ter chegado depois disso..
Nesse artigo defendia-se que em outros casos,os Cavalos originários de ilhas, nunca atigiam por si só,tão grandes dimensões.
Os àrabes também chegaram às Argentina e os resultados são de todo semelhantes sendo a diferença nas pessoas, métodos e disciplina usadas no cruzamento.
As alterações no tamanho é resposta genética mais rápida e fácil de se obter.
O sangue árabe no PSI,além de lhe dar ligeireza, maneabilidade e coragem,deu-lhe principalmente mas só em alguns casos,Cabêça....no sentido de concentrção e aprendizagem,uma certa inteligência que quando o íntimo é mau/reles....ainda ficam piores.

É frequentre em dois irmão plenos PSI,um ter cabeça e o outro nem por isso,ou mesmo ser incontrolável.

Isto são ligações de coisas que vou ouvindo,lendo e relacionando,que me fazem chegar às tais conclusões que nunca são definitivas.

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#5 Mensagem por luis pedro » domingo ago 06, 2006 7:18 am

Olá João,
Uma das caracteristicas do PSI é ter canelas longas (curvilhão alto) pois isso é fundamental para a velocidade. As canelas curtas são úteis para movimentos curtos, se de aspecto ligeiro, para movimentos rápidos, monte á gineta, se grossas e de aspecto pesado, para a brida ou para tiro.

Não sei bem a que se refere quando fala no cavalo irlandês pois na irlanda existem várias raças com caracteristicas bem definidas e destinadas a fins diversos. Não é nada provável essa ligação com a argentina, pela razão que já apontou, mas é muito provável que os cavalos argentinos tenham sangue irlandês, nalguns casos como os "poneys" do pólo, a percentagem poderá ser enorme(estes "poneys" são quase puro-sangue e poderá ser inglês ou irlandês).

Quando se introduz sangue árabe no puro sangue inglês obtem-se aquilo a que se chama Anglo-árabe, estes cavalos são apreciados pela sua beleza e exuberância mas, na maioria dos casos, exigem muito do cavaleiro, mais do que a maioria pode e assim, aos poucos a criação destes cavalos tem sido abandonada em todo o mundo.

O puro sangue inglês é um excelente cavalo na maioria dos casos com boa cabeça o GRANDE problema (e daí os doidos, de má ídole, etc.) é que foram criados e seleccionados para galopar mais rápido do que qualquer cavalo que até então a natureza tinha conseguido produzir, isto obrigou a um refinamento de qualidades e a um temperamento que colocou o PSI fora das possibilidades equestres de uma percentagem relativamente grande de cavaleiros.

Luis Pedro

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psi

#6 Mensagem por João dee Deus » domingo ago 06, 2006 10:55 pm

Luis


As canelas longas é agora,pois há-de reparar nas pinturas antigas de PSI.

Os cavalos que estiveram separados pelo oceano só se juntaram depois de nós ensinarmos o mundo a naveger.(Leia-se orientação.)
Acredito mais que tenham sido primeiro os cavalos Argentino a chegar a Inglaterra do que o inverso,devido ao espirito colonialista deles que traziam tudo o que era novidade.
A teoria de que as ilhas não produzem cavalos de grande dimensão,baseia-se no facto de que para um Garanhão e as éguas dominantes,nestes terrenos é dificil estabelecer as regras que estão na base da progressão genética,permitindo cruzamentos ao primeiro cio tanto de machos como de fêmeas,que tem como resultado uma limitação no crescimento.
Daí as minhas duvidas sobre a real dimensão do Cavalo Irlandês que deu origem com o àrabe, ao PSI.
A duvida é:
Seria o Cavalo Irlandês tão grande antes de 1500..?
Quem conseguir resposta para isto é só dizer.

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#7 Mensagem por luis pedro » terça ago 08, 2006 8:47 am

Olá João,
Não fomos nós que ensinamos o mundo a navegar. Existem ao longo da costa atlantica Portuguêsa imensas provas de que os Fenícios, antes dos Romanos, já tinham cá chegado por mar.
É também conhecido que os Vickings pilhavam com alguma frequência as ilhas Britânicas podendo-se concluir que muito antes da chegada dos Espanhóis (que terão levado os cavalos) ao continente americano, já existiriam cavalos nas ilhas Britânicas.

Luis Pedro

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navegar

#8 Mensagem por João dee Deus » terça ago 08, 2006 3:44 pm

Luis


Patrão de costa ,ou simplesmente navegar à vista até eu.... :lol: :lol:

Atravesar o Atlantico é que é navegar e aí a utilização do Sextante foi fundamental.

Por isso escrevi entre aspas orientação.

Tal como a vela latina que fomos nós que a pusemos no alto Mar para poder navegar à Bolina como já se fazia na navegação de costa.

saudações
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#9 Mensagem por luis pedro » quarta ago 09, 2006 7:43 am

Olá João,
Efectivamente, segundo reza a história, fomos nós os primeiros a atravessar o atlantico no entanto, para o assunto em questão (a chegada de cavalos ás ilhas britânicas) isso não é relevante pois muito antes de termos atravessado o oceano, já outros, tinham chegado ás ilhas em questão.
Quanto á navegação á vista, como saberá, foi muito utilizada pelos Portuguêses, até para chegar á India. Até se diz que será essa a razão pela qual foi definido o Bombordo e o Estibordo, quando se afastavam para mares desconhecidos (para sul pois foi sempre nessa direcção que partiram as expedições) o bordo bom era o lado de terra.
A vela latina permitia efectivamente navegar com o vento pela proa, mas as naus nunca a adoptaram, porque seria?

Luis Pedro

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#10 Mensagem por cervantes » quarta ago 09, 2006 9:02 am

Amigos,

A vossa troca de ideias obriga-me a deixar aqui neste fórum, alguns elementos de importância relevante...

(o meu EU TRECeiro pedagógico, assim o obriga)!

A cartografia pode ser considerada como a "técnica de representar num plano, pelo desenho, uma parte ou a totalidade da Terra". Como esta é quase esférica, a cartografia criou convencionalismos de forma a poder cumprir o seu objecto científico. Existem assim três categorias de cartas produzidas na cartografia: as cartas equidistantes (respeitam-se as distâncias entre os lugares representados, depois de reduzidas a uma determinada escala); as cartas equivalentes (todas as áreas representadas numa dada proporção, mas sem manter distâncias e áreas); e as cartas conformes (conservam os ângulos, mas sem respeitarem as distâncias e as áreas).
As primeiras representações cartográficas encontram-se na Geografia de Cláudio Ptolomeu, do século II d. C., embora só no século XV tenha sido conhecida no ocidente. Não sendo pioneiro, pois o que se fez seguramente antes dele se perdeu, as suas projecções foram quase esquecidas na Idade Média, quando a cartografia pouco mais era do que esboços sem qualquer valor geográfico, com desenhos oblongos ou até circulares em representação da Terra a marcarem a época. A carta-portulano, ou carta náutica mediterrânica, que surgiu no século XIII, trouxe um influxo novo à ciência cartográfica medieval, revolucionando-a. Juntamente com o crescente conhecimento da obra de Ptolomeu e graças também à medição de latitudes aproximada dos lugares recém-descobertos pelos portugueses, principalmente, ao longo do século XV, bem como à "invenção" da imprensa de caracteres móveis, a cartografia conheceu um grande desenvolvimento, revendo-se e actualizando-se constantemente, até se chegar à nova concepção de representação plana da terra por Mercator, sem dúvida o momento de viragem para a cartografia científica. Retomando os protulanos, estes eram cartas geográficas provavelmente de origem genovesa, veneziana ou maiorquina em que os nomes dos portos, escritos perpendicularmente à costa, formam um desenho com a configuração dos países marítimos. De acordo com o maior historiador de sempre dos Descobrimentos portugueses, o saudoso Prof. Luís de Albuquerque, a "carta-portulano foi desenhada (...) a partir de distâncias estimadas pelos pilotos e dos rumos indicados pela bússola".
As maiores escolas de cartografia medievais foram as de Maiorca e da Catalunha, famosas precisamente pelos seus portulanos, que eram encomendados por todos os países da Europa Ocidental e Mediterrânica. Recorde-se aqui que Pedro IV de Aragão em 1354 ordenou aos capitães dos seus navios que tivessem sempre em cada um deles pelo menos duas dessas cartas marítimas, para além de não nos esquecermos também do célebre portulano catalão encomendado por Carlos V de França em 1375. os portulanos destinavam-se essencialmente à técnica de navegação dominante na Idade Média, a de cabotagem, à vista da costa portanto. Mas as viagens ao largo começavam já a aparecer também, graças a estes desenvolvimentos da cartografia.
Depois de Mercator, entretanto, tudo se modificou, aparecendo as cartas cilíndricas e cónicas, por exemplo, e a cartografia ganhou uma projecção imparável e cada vez mais dotada de exactidão e cientificidade indiscutíveis. Mas para o trabalho de Mercator ter surgido e para todo esse desenvolvimento cartográfico se ter registado, um feito há que é incontornável como grande condicionante: os Descobrimentos portugueses e também espanhóis e italianos, numa escala mais reduzida. A cartografia portuguesa surgiu cerca de setenta anos depois da aventura da Expansão ter começado, se a tomada de ceuta for entendida como a data do seu começo (1415). Esta ideia, lançada por Charles Verlinden em 1985, atesta que a cartografia portuguesa até essa data não existia e que, por conseguinte, as cartas utilizadas eram feitas por cartógrfos estrangeiros ou em escolas fora de Portugal, o que não será custoso de acreditar. E mesmo as que se fizeram até fins do século XV não foram mais do que pouco mais do que uma mão cheia, se tantas, pois nem todas estão datadas... Curioso por isso de referir que a ciência cartográfica em Portugal não acompanhou o esforço de navegação (viagens, técnicas, instrumentos de orientação, etc.) e as explorações realizadas ao longo da costa africana ocidental. A qual recorde-se igualmente surge nessa época, até 1485, cartografada em cartas estrangeiras, como as de Grazioso Benincasa, Cristóforo Soligo Henricus Martellus Germanus, que cartografou c. 1489-90, por exemplo, as viagens de Diogo Cão a Angola e de Bartolomeu Dias ao Cabo da Boa Esperança. Citando uma vez mais Luís de Albuquerque, a política de sigilo não deveria ser assim tão hermética, muito pelo contrário, a avaliar por estas produções cartográficas, dotadas de rigor diga-se.
As cartas portuguesas do século XV são essencialmente de matriz maiorquina. Autores dessas cartas-portulanos (com alongamentos na costa africana, mas em tudo idênticas na técnica de desenho às da "escola de Maiorca"), salientem-se pelo menos os de Pedro Reinel (carta de 1485) e de Jorge de Aguiar (de 1492), para além do anónimo autor da "carta de Modena" (da mesma época, sensivelmente). Ter-se-á que esperar pelo século XVI, o século da "carreira da Índia", do Oriente, dos cheiros e riquezas de Goa e de outros lugares do Índico, para se assistir a um grande incremento da cartografia portuguesa. Era o fim também da cartografia ptolomaica, em desacordo com as representações das "novas" terras descobertas ou exploradas pelos portugueses. Aumentam as massas continentais e surge o emaranhado das ilhas da Insulíndia nas cartas portuguesas, mas sem ainda grandes inovações técnicas. Surgem também as escalas de latitudes nas cartas (com excepção do chamado planisfério de Cantino), devido à sua medição a bordo dos navios. A carta náutica estava no seu auge então, mas as imprecisões apontadas eram cada vez mais, críticas nem sempre feitas com rigor ou método científico. Daí que Pedro Nunes tenha defendido as cartas de marear. Surgiram as escalas oblíquas, como na carta de Pedro Reinel de c. 1504, para tentar corrigir erros de cálculo da deformação esférica da Terra.
A cartografia portuguesa quinhentista foi importante graças à amplitude de conhecimentos que proporcionou ao conhecimento geográfico da Terra, influenciando toda a produção cartográfica europeia da época. Os aperfeiçoamentos de representação de terras são evidentes e até rápidos. Cartógrafos famosos na Flandres ("escola" muito importante na segunda metade do século XVI), como Ortelius, depois de Waldseemueller e de Cavério, beberam da cartografia portuguesa quinhentista. Entre os séculos XV e XVII produziram-se em Portugal quase 300 cartas, o que comprova essa vitalidade da cartografia portuguesa na época dos Descobrimentos, mais fulgurante sem dúvida no século XVI, quando provavelmente terá sido a mais notável da Europa, contando com o concurso de inúmeros cartógrafos não só portugueses mas também centro-europeus e judeus, para além do apoio interdisciplinar de matemáticos e astrónomos, principalmente.

OBJECTO DE ESTUDO: Diciopédia On-Line Porto Editora


Cumprimentos TRECeiros,

Virgílio Cervantes

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#11 Mensagem por cervantes » quarta ago 09, 2006 9:05 am

... Já agora, podem os amigos foristas encontrar este tema mais desenvolvido no site da ANTREC: htttp://www.antrec.org

Cts TRECeiros

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#12 Mensagem por luis pedro » quarta ago 09, 2006 9:34 am

Olá Cervantes,
Obrigado pelo excelente artigo.

Luis Pedro

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#13 Mensagem por João dee Deus » quarta ago 09, 2006 4:12 pm

Luis

O assunto em questão,não é a chegada dos cavalos à Inglaterra da Europa mas sim da Argentina,por isso a navegação.

Para a India,já se lá ia a pé,nós também aí não descobrimos nada.

Do artigo do Cervantes acho que se pode concluir que sempre houve aproveitadores do trabalho dos outros...mas quem os teve no sítio para se atirar pelo atlantico fora "ao través"...isso fomo nós,os Lusitanos.

saudações Lusitanas
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#14 Mensagem por Rogers » quinta ago 10, 2006 5:34 am

Olá!

Isto o que vou por aqui foi o que eu aprendi ao longo da minha curta vida.
Na europa havia cavalos antes de nós embora não como os conhecemos hoje, incluindo na inglaterra, enquanto no continente da américa não havia, foram os espanhois que levaram os cavalos para lá e é devido a isso que o criollo tem certas semelhanças com os cavalos ibericos, mas os ibericos geneticamente são mais antigos.



Jokas
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Re: .

#15 Mensagem por luis pedro » quinta ago 10, 2006 7:13 am

João dee Deus Escreveu:Luis

O assunto em questão,não é a chegada dos cavalos à Inglaterra da Europa mas sim da Argentina,por isso a navegação.

Para a India,já se lá ia a pé,nós também aí não descobrimos nada.

Do artigo do Cervantes acho que se pode concluir que sempre houve aproveitadores do trabalho dos outros...mas quem os teve no sítio para se atirar pelo atlantico fora "ao través"...isso fomo nós,os Lusitanos.

saudações Lusitanas
Olá João,
Se se recorda: "Ainda tenho uma duvida levantada por uma sugestão num artigo americano que li uma vez,em que o proprio Irlandês era total ou em parte um Argentino.
Já procurei alguma referencia em desenho do Irlandes de antes de 1500,mas ainda não encontrei nada para poder comparar com o de hoje.
O cavalo das pampas só lá poderia ter chegado depois disso..
Nesse artigo defendia-se que em outros casos,os Cavalos originários de ilhas, nunca atigiam por si só,tão grandes dimensões." O sublinhado é meu.
A questão da chegada ás ilhas, a partir da Europa, ter acontecido muito antes e com frequencia é relevante pois pode explicar a dimenção dos cavalos, de resto identica á dos cavalos do norte da Europa.

Luis Pedro

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