Parques de Sintra afasta director e fundador da EPAE

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Clipping
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Parques de Sintra afasta director e fundador da EPAE

#1 Mensagem por Clipping » segunda nov 05, 2012 3:20 am

Monte da Lua
Parques de Sintra afasta director e fundador da Escola de Arte Equestre
03.11.2012 - 19:30 Por Liliana Pascoal Borges

Depois de três décadas a dirigir a Escola Portuguesa de Arte Equestre, Filipe Figueiredo foi dispensado. Integrada há dois meses na Parques de Sintra, a EPAE está a ser alvo de uma reestruturação profunda.

"Debilitados e mal aproveitados" é como António Lamas descreve os cavalos da EPAE, escola que integra a Monte da Lua desde Setembro "Debilitados e mal aproveitados" é como António Lamas descreve os cavalos da EPAE, escola que integra a Monte da Lua desde Setembro (Miguel Manso)

O cavaleiro e veterinário do Ministério da Agricultura que dirigiu a Escola Portuguesa de Arte Equestre (EPAE) desde a sua formação, em 1979, Filipe Figueiredo (Graciosa), foi afastado do seu cargo. A decisão coube à sociedade Parques de Sintra-Monte da Lua, que detém desde o início de Setembro a gestão da EPAE, que antes pertencia à Fundação Alter Real.

António Lamas, presidente da sociedade Parques de Sintra-Monte da Lua, explica que a decisão do afastamento de Filipe Figueiredo era inevitável face à reestruturação da escola. "O Filipe Figueiredo dirigia a escola há mais de 25 anos e na minha opinião ninguém deve estar à frente de uma instituição tanto tempo", justifica António Lamas. Além disso, defende a utilidade de "ser alguém novo que integre esta renovação de que a EPAE está a ser alvo".

A derradeira razão que terá levado à decisão reside no estado de "desorganização e degradação das instalações da escola". Esta situação, explica, "não poderia deixar de ser associada e atribuída às responsabilidades de quem estava na direcção da escola".

Depois de mais de três décadas a dirigir a EPAE, Filipe Figueiredo foi surpreendido pela decisão. "Não estava à espera de ser totalmente afastado. Esperava que contassem ao menos com algum tipo de apoio, como director artístico, por exemplo", declara, acrescentando que a auditoria realizada em Setembro foi favorável à continuidade do seu trabalho. António Lamas desvaloriza o afastamento do director. "Há toda uma equipa a trabalhar, a escola não era só o Filipe Figueiredo."

Por seu turno, o cavaleiro acredita que o seu contributo poderia ainda ser útil para a instituição. "Conheço as pessoas todas do meio, tenho relações pessoais e conhecimentos no mundo inteiro." "Algumas vezes, os cavalos só tiveram que comer porque era eu a fazer os pedidos", sustenta o ex-director da EPAE. Segundo António Lamas, esta era uma situação que acontecia com uma regularidade assustadora. "A escola já não tinha sequer condições para garantir a alimentação dos cavalos, os animais estavam absolutamente debilitados quando a administração nos foi entregue."

Actualmente, a escola tem a seu cargo 44 cavalos lusitanos, mas este número poderá diminuir, uma vez que, explica António Lamas, "alguns animais estão tão diminuídos que terão de ser devolvidos" à Coudelaria de Alter do Chão. Outros, acrescenta, poderão, eventualmente, ser "reabilitados". Este responsável garante que, seja a fundação ou outra entidade a ficar com a gestão da coudelaria (onde são criados os cavalos da escola, fundada em 1748 por D. João V), o acordo que existe entre esta e a EPAE é independente dessas decisões. "Pior do que o que estava não pode ficar", garante, uma vez que "a relação no que se refere a efectivos equestres era péssima e a escola já não recebia cavalos desde 2007".

Para António Lamas, a EPAE constituía um peso para a Fundação Alter Real. Por sua vez, Filipe Figueiredo acusa a fundação de se ter "demitido das suas funções" e acredita que a decisão será a sua extinção. Para o cavaleiro, os problemas remontam à sua criação, em 2007, quando passou a desempenhar as funções de vários serviços do Ministério da Agricultura. O fim, sustenta, era inevitável.

O Governo deu até final de Outubro para que os parceiros privados da Fundação Alter Real apresentassem propostas de viabilização económica para a instituição. No entanto, na quarta-feira, o Ministério da Agricultura ainda não tinha recebido nenhuma proposta, mas não confirma o fim da fundação. Na próxima segunda-feira haverá uma reunião entre os membros da fundação em que se prevê que seja tomada uma decisão final.
Notícia no Jornal Público:
http://www.publico.pt/Local/parques-de- ... re-1569935

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João Cortesão
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Re: Parques de Sintra afasta director e fundador da EPAE

#2 Mensagem por João Cortesão » sexta nov 30, 2012 2:49 pm

Este País é pródigo em tratar mal, aqueles que a ele se dedicam desinteressadamente
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Ao fim de trinta e quatro anos e depois de ter estado gravemente doente três meses, o Dr. Filipe Figueiredo (Graciosa) foi afastado da direção da Escola Portuguesa de Arte Equestre, mais ou menos como se dispensa um funcionário a recibo verde
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É uma vergonha, ou por outra, seria uma vergonha se quem tomou a decisão tivesse consciência do valor da Escola Portuguesa de Arte Equestre, que é a maior embaixatriz das nossas artes, mas que tem andado em bolandas á uns anos a esta parte. Passou para a fundação de Alter quando esta fundação começou a pôr porcos a pastar onde deviam pastar as éguas, e as sucessivas administrações trataram sempre a escola a baixo de tudo, tudo isto enquanto os sucessivos governos estoiravam dinheiro á doida com peças de teatro e filmes que ninguém vê. Faltava dinheiro para as rações, para a palha, para os medicamentos e para o ferrador. O Dr. Filipe foi segurando as pontas quantas vezes com o seu próprio sacrifício, até que chega um tal Eng. António Lamas, responsável pelos parques de Sintra de quem a escola passou a depender, e destitui sem nenhuma razão e sem o mínimo de respeito, aquele que foi a alma da escola e lhe deu prestigio Internacional, substituindo-o por uma senhora que em toda a curta vida, trabalhou num laboratório e nem sabe andar a cavalo. Só neste País...

O dito Lamas, que nada tem que ver com outras famílias Lamas, especialista em estradas (foi da J.A.E.), traçou assim um destino para a escola, como quem abandona uma estrada secundária que se vai deteriorando até se transformar em caminho e mau.
A escola vai morrer e esse senhor vai ser o responsável por essa morte... por falta de sensibilidade artística, por ignorância, com arrogância e de forma prepotente como parece ser hábito em tal criatura.

Dá ideia que a escola brilhava de mais e o seu director também, a ponto de lhe fazer sombra, e havia todavia o problema grave, do director não ser encarreirado politicamente...

Qual será a razão que levou a convidarem o Dr. Filipe a continuar como director e nove dias depois demitirem-no??? Deve haver uma razão, mas essa ficará nos segredos dos Deuses.

O Dr. Filipe despediu-se num brilhante espectáculo em Paris - ele que é o único artista Portugês que recebeu a maior distinção de França para as artes " condecoração da Legion De Honeur" -, e como é evidente, por todo o seu passado ficará para a história de boa maneira, porque do outro, o tal Lamas, não rezará a história, porque da história até hoje não consta nenhum coveiro.

Tivesse o Dr. Filipe dedicado mais tempo aos cavalos engatados, e talvez o AVENTAL... de cocheiro o protegesse, como os aventais protegem outros... ainda que destituídos de valor, serviçais que mal passaram de iniciados, mas que não deixam de ter aspirações...

Esta Historia, não sei porquê, traz-me á ideia a quadra que vou citar a seguir, e que o meu avô recordava, do tempo em que o General Craveiro Lopes foi afastado:

"Neste País de Labuta
Onde nada parce mal
Promovem-se filhos da p...
E licha-se um General.
Blogue Sortes de Gaiola
http://sortesdegaiola.blogspot.pt/2012/ ... r-mal.html

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Romeiros SMartinho
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Re: Parques de Sintra afasta director e fundador da EPAE

#3 Mensagem por Romeiros SMartinho » domingo mar 13, 2016 9:35 pm

"Não faças aos outros, aquilo que não queres que te seja feito”
já era um dos sagrados mandamentos da Bíblia, de Confúcio, e no fundo de bom senso.

Ao ler o Expresso deste fim-de-semana,
29.02.2016 às 22h03
João Soares demite presidente do CCB
O ministro da Cultura anunciou a decisão esta segunda-feira à noite
António Pedro Ferreira

Lusa

António Lamas foi demitido na noite desta segunda-feira pelo ministro da Cultura. Elísio Summavielle, ex-secretário de Estado de José Sócrates, será o seu sucessor

O ministro da Cultura, João Soares, demitiu esta segunda-feira o presidente do Centro Cultural de Belém, António Lamas, e nomeou Elísio Summavielle para o substituir.

"O ministro da Cultura João Soares recebeu esta segunda-feira, 29 de fevereiro, à noite, no seu gabinete, o Professor António Lamas, a quem entregou cópia do despacho da sua exoneração do cargo de presidente do Centro Cultural de Belém", refere em comunicado o Ministério da Cultura.

"O novo presidente do Centro Cultural de Belém será o Dr. Elísio Summavielle", acrescenta o curto comunicado.

"Gestão pouco prudente" motivou a demissão
Na sexta-feira, João Soares afirmou aos deputados que, na segunda-feira, iria demitir o presidente do Centro Cultural de Belém. Em causa nesta discordância entre António Lamas e João Soares está o projeto de gestão integrada do chamado "eixo Belém-Ajuda", cuja estrutura de missão foi extinta na semana passada, em Conselho de Ministros.

João Soares afirmou não ter "a menor das hostilidades do ponto de vista pessoal" com António Lamas -- nomeado presidente do CCB em 2014 -, mas lamentou "uma gestão pouco prudente", dando como exemplo que "seis milhões [de euros] das reservas foram gastos nos últimos tempos".
http://expresso.sapo.pt/politica/2016-0 ... nte-do-CCB

lembrei-me deste artigo de 2012, do Jornal Publico que coloco abaixo.
https://www.publico.pt/local/noticia/pa ... re-1569935

Para quem não se recorda António Lamas, Professor universitário, catedrático do Instituto Superior Técnico, António Lamas foi presidente do Monte da Lua- Parques de Sintra, que em 2012 dispensou de forma vil e deselegante Filipe Figueiredo (Graciosa) depois de três décadas a dirigir a Escola Portuguesa de Arte Equestre.

Hoje António Lamas está envolto na polémica que envolve João Soares Elísio Summavielle.
Na prática João Soares fez a António Lamas, exactamente o mesmo que António Lamas fez a Filipe Graciosa em 2012.
“Quem com ferro fere, com ferro será ferido.”

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