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Vamos lá a ver se consigo encontrar algumas explicações para o decréscimo de praticantes na modalidade. A primeira. A minha filha ficou sem cavalo e deixou de participar. Esta faz-me lembrar aquela dúvida que me assalta sempre que vejo milhares de pessoas na baixa em horário de trabalho. É evidente que existem acções e omissões que afectam qualquer modalidade ainda mais naquelas em que não exista massificação como é o caso desta. Certamente que não foi coincidência a um aumento de praticantes no Ensino/Dressage ter-se assistido a uma diminuição na ET. A falta de empenhamento por parte dos nossos criadores nesta modalidade é evidente até porque não precisam de divulgar os produtos que produzem. Ainda me lembro que contactei alguns criadores, em que só entravam com as montadas e nem uma resposta de obrigado mas não estamos interessados, recebi. Os patrocínios impossíveis, porque o futebol qual eucalipto não permite espaço de visibilidade. Os centros equestres,salvo raras excepções, para além de organizações próprias, também não apostam em levar os seus alunos a entrarem em competições. Talvez porque pensem que temos um grande mercado e que não necessitam de criar incentivos para que além dos novos que entram no mundo da equitação se mantenham os que já se iniciaram mas cuja equitação não passa de andar às voltinhas no picadeiro. A visão que até a própria FEP tem entranhada de que se trata de um desporto de elites e que por isso os apoios quer à competição, quer até ao desporto escolar, não é captado como deve ser. E depois de tudo isto, vemos que até a própria Feira da Golegã, numa modalidade em que não pode haver maior simbiose, acha que pode jogar o seu "poder" contra outros "poderes" e contribui com mais um pequeno quinhão para que cada vez haja menos praticantes, ao retirar esta prova/final do calendário como aconteceu em 2007 e que foi disfarçado em 2008 com a final da taça. Depois, as provas feitas ao sabor dos horários das feiras, entre o carrinho de choque e o carrossel, não permite que a divulgação da modalidade entre os jovens e entre os "media" se faça da melhor forma. Se escrevesse este post em 2010 diria ainda que a culpa "foi" da crise. Desejo por isso que 2009 seja afinal melhor que o pintam.
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