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Artigos - Diversos


LE CADRE NOIR DE SAUMUR - A marca da Equitação Francesa
15/09/2004
Em 1593, logo após Henri de Navarre ter partido de Saumur, o governador Duplessis-Mornay fundou uma universidade protestante – que consequentemente deu origem a uma academia equestre tendo como principal mentor Monsieur de Saint Vual. Mais tarde, em 1763, o Rei Luis XV resolveu confiar a reorganização da Cavalaria Francesa ao Duque de Choiseul. Aquela que depois viria a ser conhecida como ‘A Mais Bela Escola do Mundo’ foi então erguida em Chardonnet, de modo a albergar os oficiais e os responsáveis do ensinamento dos regimes de cavalaria. Até perto da Revolução Francesa (1788) manteve-se em actividade.

Em 1814, e com base nas regras de equitação da Haute École nas quais se apoiavam os princípios oficiais da equitação militar, nasce a Escola de Saumur. O ano de 1828 marcou depois a estreia pública de todos os elementos da escola e respectivos cavalos na primeira apresentação do ‘Carrousel’. Nessa altura, e apesar de o uniforme só ter conhecido a cor preta aquando do reinado de Louis-Philippe, já o lendário chapéu bicórnio de picadeiro fazia parte do traje oficial do cavaleiro, peça ainda relevante na indumentária actual.
Entretanto, nasce o Cadre Noir – que tem a seu cargo a formação dos instructores das escolas de equitação. Mesmo assim, só mais de século e meio depois, em 1972, surgiu a École Nationale d’Equitation. Hoje em dia, cabe ao Cadre Noir a tarefa de corpo docente dos instructores dessa École Nationale d’Équitation, promovendo o estudo e a prática da Haute École, ajudando ao mesmo tempo a preservar o estilo singular e a tradição da equitação francesa.

A École Nationale d’Équitation não é única apenas pelo seu historial rico e actuais infraestruturas: destaca-se também pelas oportunidades oferecidas a quem vem de fora, nomeadamente com a possibilidade de inscrição nos seus cursos profissionais de equitação – criados em 1970 e que desde então têm recebido um largo número de estudantes de todo o mundo.

A dimensão do Le Cadre Noir de Saumur também se pode avaliar pelo capital humano e infrastruturas de que dispõe: 200 funcionários, incluindo 45 instructores. O terreno em que se insere perfaz na totalidade 300 hectares, com pista de corridas, 400 cavalos (em boxes individuais), quatro grandes celeiros, cinco arenas em recinto coberto e 15 arenas olímpicas ao ar livre. Os limites territoriais da escola incluem ainda cerca de 50 quilómetros de percursos, centenas de saltos cross country, um moderno hospital veterinário e uma ampla e extremamente bem equipada sala de leitura.

Os cursos profissionais de equitação são abertos a cavaleiros de todas as nacionalidades, bastando que tenham participado em competições oficiais no seu país de origem e apresentar uma sólida base técnica; tem a duração de 44 semanas, com início na primeira de Outubro até à última de Julho, contemplando 1.630 horas de treino equestre e pedagógico. As aulas são leccionadas por picadeiros do Le Cadre Noir e todos os cavalos são providenciados pela escola. De modo a que se possa assegurar o acompanhamento pessoal de cada um dos alunos, todos os anos apenas sete vagas serão disponibilizadas; a cuidada triagem dos candidatos terá como base de análise o perfil de cada um…
No final do curso, os alunos terão adquirido uma vasta experiência de treino e competição a cavalo, ficando aptos para ensinar as várias disciplinas de equitação, bem como treinar equipas nas competições da categoria em que se especializaram.

A nata do Cadre Noir estará em Lisboa, exibindo uma herança de cerca de quatro séculos.



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