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REAL ESCUELA ANDALUZA DEL ARTE ECUESTRE - Com o patronato do Rei Juan Carlos
15/09/2004
A Real Escuela Andaluza del Arte Ecuestre, sediada em Jerez de La Frontera, é conhecida em todo o mundo graças à sua lendária exibição intitulada ‘Cómo Bailan los Caballos Andaluces’ – um espectáculo único que exibe e resume, da forma mais realista, todo o trabalho levado a cabo desde a fundação desta instituição.

Em Maio de 1975, o Rei Juan Carlos I – na altura ainda príncipe de Espanha – condecorou em Jerez de La Frontera D. Alvaro Domecq Romero com o galardão máximo equestre ‘Caballo de Oro’, um prémio entregue anualmente pelo reconhecimento da dedicação e trabalho árduo em prol do universo equestre. Motivado por essa distinção, Alvaro Domecq estreia então o seu espectáculo ‘Cómo Bailan los Caballos Andaluces’, do qual parte para a fundação da actual escola.

Numa primeira fase, a Real Escuela Andaluza del Arte Ecuestre foi-se desenvolvendo sob a gestão pessoal do seu criador, para mais tarde o Ministério da Informação e Turismo chamar a si essa responsabilidade ao adquirir o ‘Recreo de Las Cadenas’ do Duque de Abrantes, construíndo ainda um picadeiro coberto para treinos – num projecto concebido pelo arquitecto José Luis Picardo – com capacidade para acolher cerca de 1.600 espectadores e facilidades para albergar 60 cavalos.

Em 1982, a mesma entidade governamental decide entregar a sua responsabilidade perante a escola a um Patronato, igualmente sob a alçada do Parlamento Regional de Cadiz, potenciando assim o relançamento da escola à escala nacional e mundial. Um ano mais tarde, a escola é finalmente comprada pelo Patronato, com o seu fundador e criador D. Alvaro Domecq Romero na direcção técnica da mesma, escolhido através de um concurso público.

Desde 1986 a direcção geral do Patronato tem superado as suas melhores expectativas, encontrando e dotando ao mesmo tempo a instituição com todos os recursos – económicos, humanos e técnicos – necessários para o seu crescimento e afirmação. Foi nesse mesmo ano que a escola adquiriu a Quadra de D. Pedro Domecq de la Riva, constituída por 35 cavalos de raça espanhola e uma deslumbrante colecção de 19 carruagens de tiro com as correspondentes
ornamentações – algumas delas datadas de 1730 – bem como selas e bordados para cavalos e cavaleiros, todas elas peças de incalculável valor.

Em Junho de 1987, Sua Majestade o Rei D. Juan Carlos recebe os membros do Patronato em audiência especial no Palácio de la Zarzuela, aceitando nesse encontro a presidência honorária da escola, concedendo-lhe a denominação de ‘Real Escuela’. No dia 15 de Outubro do mesmo ano, e já na companhia da Rainha Sofia, a família real preside à tribuna de honra na cerimónia inaugural da Fundação Real Espanhola.

O anterior Patronato da Real Escuela é então transformado (Julho de 2003) em Fundação, obtendo dessa forma uma importante solidez jurídica que lhe permitiu aceder a um maior leque de apoios privados. Embora do ponto de vista público o espectáculo ‘Cómo Bailan los Caballos Andaluces’ possa ser considerado como o expoente máximo do trabalho desenvolvido na escola, existem muitos outros aspectos de suprema relevância no quotidiano da instituição. De entre todos, salientam-se os seguintes aspectos: veículo social e cultural da herança equestre; selecção de cavalos específicos para promoção; treino especializado de cavaleiros; conservação das várias modalidades de ‘dressage’ e do prestígio da equitação espanhola; protecção da raça espanhola de cavalos; incremento das tradições e culturas particulares; e, através do seu espectáculo, assumir o papel de embaixador da província de Cadiz realizando visitas anuais aos mais diversos países estrangeiros.

Em Lisboa, a Real Escuela Andaluza del Arte Ecuestre exibir-se-á pela primeira vez juntamente com as suas homólogas portuguesa e francesa.


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